A lenda do Rei Sebastião

#Registros Sonoros do Maranhão – A lenda do Rei Sebastião#

01 Os Deuses – Licença
02 Luz da Candeia – Cobrinha Verde – Touro e Cavalo Brabo – Caboclo da bandeira
03 O fogo
04 Chegou Dona Rosalina
05 A serpente
06 O tambor
07 Mina Lassaô
08 O sino da Sé
09 As águas do Itaqui
10 Madalena – Baiano grande
11 Visão da barca de Dom João – A barca de Dom joão – Visão da barca de Dom João
12 Ê-Manê-Forotar
13 Cidade dos Lençois
14 Encontro com o Rei Sebastião – Boi Turino – Rei, Ê Rei
15 Mãe Dudu explica a visita do Rei Sebastião à Casa de Nagô
16 Encontro de Dona Amada com o Rei Sebastião – Rei Sebastião na coroa
17 Três navios
18 Marinheiro – Quem desencantar Lençol põe abaixo o Maranhão
19 Licença – Os deuses

Entre as tradições da ilha de São Luís, no Maranhão, uma das mais impressionantes é a lenda do Rei Sebastião, guerreiro cruzado português que desapareceu nas areias do Marrocos durante a batalha de Alcácer – Quibir, em 1578, e retornou na forma de um touro negro que corre pela misteriosa Ilha dos Lençois no dia de São João. Se alguém, um dia, desafiar o touro e ferir com uma espada a estrela prateada em sua testa, a ilha de São Luís submergirá e do fundo das águas surgirá o “Reino de Queluz”.

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A Lenda do Rei Sebastião

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Coletânea musical Maranhense

Coletânea musical Maranhense

Listen to music Maranhense (Brazil)

01 Ilha Magnética – César Nascimento

http://www.4shared.com/mp3/7EH4yTiu/Cesar_Nascimento_-_Ilha_Magnti.htm
02 Ilha Bela – Carlinhos Veloz

http://www.4shared.com/mp3/blXNyucd/Carlinhos_Veloz_-_Ilha_Bela.htm
03 Engenho de Flores – Diana Pequeno

http://www.4shared.com/mp3/JRTxOXxy/Diana_Pequeno_-_Engenho_de_Flo.htm
04 Boi de lágrimas – Flávia Bittencourt

http://www.4shared.com/mp3/SvjXY-AN/Flvia_Bittencourt_-_12_Boi_de_.htm

05 Mimoso – Papete

http://www.4shared.com/mp3/iq5EZakm/papete_mimoso.html
06 Rosa Amarela – Papete

http://www.4shared.com/mp3/HUfy3xi9/Papete_Rosa_amarela.htm

07 Lua Cheia
08 Filhos da Precisão – Rita Ribeiro

http://www.4shared.com/mp3/AEhJjG23/RITA_RIBEIRO_-_FILHOS_DA_PRECI.htm
09 Bela Mocidade – Papete

http://www.4shared.com/mp3/V_VjuUuK/papete_bela_mocidade.html

10 Boi da Lua – Papete

http://www.4shared.com/mp3/auTIP9Qz/papete_boi_da_lua.html

11 Boi de Catirina – Papete

http://www.4shared.com/mp3/nVxJoi7c/papete_boi_de_catirina.html

12 Se não existisse o sol – Papete

http://www.4shared.com/mp3/n-nz5gaI/se_no_existisse_o_sol_-_papete.html

13 Canto do pássaro – Teresa Canto

http://www.4shared.com/mp3/Q-EjiO09/Teresa_canto_Canto_do_pssaro-0.htm
14 Nordeste brasileiro – Teresa Canto

http://www.4shared.com/mp3/b8cETWjh/teresa_canto_nordeste_brasilei.html
15 Luar do Sertão – Catulo da Paixão Cearense

http://www.4shared.com/mp3/27HpYRh7/18-_Luar_do_Serto_-_Cano__Catu.htm

16 Tem quem queira – Mestre Antônio Vieira

http://www.4shared.com/mp3/seZJF_DZ/Antnio_Vieira_-_Tem_quem_queir.htm

17 O Mundo – Zeca Baleiro

http://www.4shared.com/mp3/s_09Kmff/Zeca_Baleiro_Paulinho_Moska_Ch.htm

18 Carcará – João do Vale

http://www.4shared.com/mp3/6mPa5OGi/Joo_do_Vale_-_Carcar.htm

19 De Teresina a São Luís – João do Vale

http://www.4shared.com/mp3/abRFwyaf/O_vio_macho_-_05_-_De_Teresina.htm

20  Tempo de Criança – Turíbio Santos

http://www.4shared.com/mp3/msLyNMJP/turbio_santos_e_o_conjunto_cho.html

Faixas bônus

Ilha magnética – Carol e Ana Tereza

http://www.4shared.com/mp3/VcebYQRI/Ilha_magntica_-_Carol_e_Ana_Te.htm

Boi de lágrimas – Boizinho Barrica

http://www.4shared.com/mp3/0WbMEUMD/07-boi_de_lgrimas.htm

Rosa Amarela – Teresa Canto

http://www.4shared.com/mp3/o9S91Pbz/Teresa_canto_Rosa_amarela-12.htm

Pout-porri Boi de lágrimas, chega morena e bela mocidade – Teresa Canto

http://www.4shared.com/mp3/9YKdhoJD/teresa_canto_pout-porri-boi_de.html

Tem quem queira – Rita Ribeiro

http://www.4shared.com/mp3/azbRmkbE/Rita_Ribeiro_-_Tem_Quem_Queira.htm

Asa Branca – Turíbio Santos

http://www.4shared.com/mp3/Yntcvanf/Turbio_Santos_Asa_Branca.htm

São Luis (02° 31′ 48″ S 44° 18′ 10″ O) do Maranhão localizada na antiga ilha de Upaon-Açu, no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar. Em 2012 a Ilha completa 400 anos de qualquer coisa… Muita coisa para ser revivida ao passo que a modernização apressada vai chegando sem deixar de alterar alguns costumes e vocabulário.
Creio que as cantigas antigas aos poucos vão sendo resgatada por enquanto este CD “Canta Cidade – Hinos de Amor a São Luis” completa muita coisa nesse momento… Destaque para, entre vários cantores e compositores, uma toada titulada Upaon-Açu do Humberto de Maracanã.
in http://musicamaranhense.blogspot.com.br/2012/09/sao-luis-do-maranhao.html

Canta Cidade “Hinos de Amor a São Luís”

01 – Vários Artistas – Louvação De São Luís (Bandeira Tribuzi)

02 – Zé Carlos Dafé & Flor De Cactus – Ilha Magnética (César Nascimento)

03 – Júnior Smith & Escrete – Ilha Encantada (Zé Pereira Godão)

04 – Tutuca & Djalma Chaves – Pela Cidade (Josias Sobrinho)

05 – Augusto Bastos & Ivando Coelho – Terra À Vista (Carlos Fernando)

06 – Fernando De Carvalho & Kinza De Aquinol – Ilha (Djalma Chaves)

07 – Celso Reis & Chico Viola – Sobrados (Papete)

08 – Roberto Brandão & Roberto Ricci – Upaon-Açu (Humberto de Maracanã)

09 – Josias Sobrinho & Ronald Pinheiro – São Luís,
Cidade Do Azuleijos (João Chiador)

10 – Wilson Bozó & Chico Saldanha – Terra De Mistérios (Cacá, Gil e Vovô)

11 – Rogéryo du Maranhão & Humberto de Maracanã – Acalentando
São Luís (Dilu Melo)

12 – Gerude, Nonato Buzar & Carlinhos Veloz – São Luís,
Patrimônio da Humanidade (Nonato Buzar)

13 – Louvação de São Luís (Instrumental) (Bandeira Tribuzi)

-> http://www.4shared.com/rar/jUaMY-nB/VA_-_Canta_Cidade_-_Hinos_de_A.html



O pau-brasil

Mapa do pau-brasil

Pau-brasil

No dia 3 de maio comemora-se o dia Nacional do pau-brasil

Nome Científico: Caesalpinia echinata
Família: Leguminosae-caesalpinoideae
Nomes Populares: ibirapitanga, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado e pau-de-pernambuco.
Origem: Mata Atlântica
Altura média: 8-40 metros
Folhas: Compostas, paripinadas, 12 a 20 folíolos com 1-2 cm

O pau-brasil, Caesalpinia echinata Lam., é a árvore nacional de acordo com a Lei n. 6.607 de 07/12/1978 e, três de maio – dia do pau-brasil. Nosso país é o único do mundo que possui o nome de uma árvore chamada pelos índios de Ibirapitanga (pau-vermelho) e, pelos portugueses, de Brasil. Trata-se de espécie da Mata Atlântica, que na época do descobrimento era abundante no litoral brasileiro, principalmente no trecho do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.
Em estudo realizado pelo naturalista francês Jean Baptiste Lamarck, a árvore do pau-brasil foi apresentada como tendo espinhos em seu tronco e galhos duros e pontiagudos destacando-se naturalmente no tronco. Sua casca é pardo-acinzentada ou pardo-rosada em suas partes salientes, seu miolo é vermelho, chegando a atingir até 40 metros de altura. As flores possuem pétalas amarelo-ouro, sendo uma delas denominada vexílio, por possuir matiz vermelho-púrpura e suas flores serem muito ornamentais. Seu fruto – a vagem – libera sementes, as quais possuem o formato de elipses, medindo de 1 a 1,5 cm de diâmetro.

Várias eram as suas utilidades – os índios o usavam na produção de seus arcos e flechas e na pintura de enfeites, antes mesmo dos portugueses aqui chegarem. Porém, a famosa brasilina – essência corante extraída da madeira, utilizada no tingimento de tecidos e na produção de tintas para desenho e pintura – era o que poderia render lucros e dividendos à Coroa. Portugal, que antes adquiria esta substância por intermédio dos mercadores que vinham do Oriente, (utilizado pelos europeus para tingir tecidos e para tinta de escrever. O pau-brasil substituía assim a Caesalpinia sappam L. da Ásia, que também produzia tinta vermelha, porém de qualidade inferior), visualizando um futuro promissor pela frente, tornou a exploração do pau-brasil posse exclusiva da Coroa.

A exploração da árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua extração foi fácil, pois o pau-brasil estava localizado em florestas adjacentes ao litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras.

O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores.

Casca e miolo

Era proibido aos colonos explorar ou queimar a madeira corante. Os espanhóis, por consideração ao que dizia o Tratado de Tordesilhas, retiraram-se do litoral brasileiro, ao contrário dos piratas franceses que, ignorando tal tratado, passaram a extrair a madeira ilicitamente, inclusive lançando fogo na parte inferior do tronco, causando muitos incêndios, o que veio a provocar sérios prejuízos à mata. O fim do ciclo econômico do pau-brasil ocorreu no século 19, pela enorme carência da espécie nas matas e pela descoberta de um corante não natural correlativo.

Flor de pau-brasil

No ano de 1530, em alguns locais litorâneos, o pau-brasil já é insuficiente, apesar do Brasil ter mantido a exportação da madeira até o início do século XIX. A exploração era grosseira, destruindo boa parte de nossas florestas. Do início de seu tráfico restaram somente 3% de Floresta Atlântica e, por conseqüência, convivemos até hoje com o desmatamento indiscriminado que coloca em perigo nossa biodiversidade.

Flor do pau-brasil

Curiosidades
- Sua floração ocorre do final do mês de setembro até meados de outubro. Entre os meses de novembro e janeiro ocorre a maturação dos frutos.
- O pau-brasil era considerado extinto, quando em 1928 verificou-se a existência de uma árvore de pau-brasil em um lugar denominado Engenho São Bento, hoje Estação Ecológica da Tapacurá, pertencente à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP).
Atualmente, a espécie está tão ameaçada quanto diversas outras que povoam a Mata Atlântica, que apesar de ser um dos ecossistemas de maior diversidade é também um dos mais ameaçados do planeta. Para que a árvore do pau-brasil, tão importante para a nossa história, não se torne desconhecida, o Jardim Botânico de São Paulo implantou, em 1979, um “bosque de pau-brasil”, na intenção de preservá-lo para que mais brasileiros conheçam esta espécie.

Flor Pau Brasil (2008) Óleo sobre tela by Nita

Bibliografia

Para colorir: http://www.smartkids.com.br/conteudo/desenhos-para-colorir/dia-da-arvore/pau-brasil.gif

http://www.uje.com.br/institucional/projetos/puamuv/arquivos/desenho-colorir-pau-brasil.jpg

http://www.udr.org.br/tecnicas_plantio2.htm

http://www.geocities.com/Baja/Mesa/7068/Descobrim_pbrasil.html

http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/paubrasil/cap2/testemunha.htm

http://www.coladaweb.com/hisbrasil/ciclo_paubrasil.htm

http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=537

http://www.paubrasil.org.br/curiosidade.htm

http://www.manacas.org/paubrasil.htm

http://www.arvores.brasil.nom.br/paubras1/index.htm

Site específico: http://www.pau.brasil.nom.br/ [Documento PDF: http://www.pau.brasil.nom.br/PAU_BRASIL_2007_francismar.pdf]
Programa “Um pé de quê”, Árvores Brasileiras: http://www.plantarum.com.br/pau-brasill.html
Bosques da Ciagri, USP: http://www.esalq.usp.br/trilhas/lei/lei04.php
Livro a respeito:  http://www.axismundieditora.com.br/paubrasil.htm
Lei portuguesa sobre o pau-brasil (Documento histórico): http://www2.uol.com.br/linguaportuguesa/paubrasil.html
Pesquisa de Imagens Pau Brasil: http://images.google.com.br/images?q=caesalpinia%20echinata&hl=pt-BR&lr=&sa=N&tab=wi
Dados e fotos: http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./natural/index.html&conteudo=./natural/arvores/pau_brasil.html

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=V_KMZvmWPmc

Violino: http://g1.globo.com/videos/parana/v/a-fabrica-de-violinos-artesanais/1704817/

http://www.youtube.com/watch?v=NP13rQS6Axk

http://www.youtube.com/watch?v=JyDjC3M18oQ&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=VPPHFSUC0aY&feature=player_embedded



O garoto Azul

O garoto Azul

Uma canção de acalanto

A versão mais comum da rima:

 

Garoto Azul tem pressa,

Vem tocar tua corneta,

Há ovelhas no pasto,

Vacas no milharal;

Onde está aquele menino

Que cuida das ovelhas?

Sob o palheiro

Dormindo.

Você vai acordá-lo?

Oh, não, eu não,

Porque, se eu o faço

Ele certamente irá chorar.

 

Algumas versões não incluem as duas últimas linhas.

Versões mais antigas incluem:


Garoto Azul tem presa,

Vem soprar o seu chifre,

Há ovelhas no pasto,

Vacas no milharal;

Mas onde está o menino

Que cuida das ovelhas?

Ele está sob um monte de feno,

Dormindo.

Você vai acordá-lo?

Não, eu não,

Porque, se eu o faço,

Ele tem certeza de chorar.

A mais antiga versão impressa da rima é do Livro Tommy Thumb da canção Little (c. 1744), mas a rima pode ser muito mais velha. Pode ser em alusão a Shakespeare’s Rei Lear (III, VI), quando Edgar, Juiz togado, diz:

EDGAR — Procedamos com justiça. Dormes ou velas, belo pastorzinho? Teu anho está no trigo. Mas a um grito de tua rósea boca, não correrá perigo. Prrr! O gato é cinzento.

Tem sido argumentado que a história do garoto Azul teve a intenção de representar o cardeal Wolsey, que era filho de um açougueiro da cidade de Ipswich, que pode ter agido como um hayward[1] para o gado de seu pai, mas não há evidências mais contundentes para sustentar esta afirmação.

A história do garoto Azul

por L. Frank Baum

Garoto Azul tem presa vêm soprar seu chifre.
Há ovelhas no prado, há vacas no milharal;

Onde está o menino que cuida das ovelhas?
Ele está sob o palheiro, dormindo!

 

Certa vez, havia uma pobre viúva que para sobreviver ela e seu único filho podiam ser vistos recolhendo nos campos os talos de grãos que haviam sido perdidos pelos segadores[2]. Sua pequena casa estava ao pé de um belo vale, na beira do rio que serpenteava por entre as colinas verdes, e apesar de pobres, ela estava contente com sua sorte, pois sua casa era agradável e seu filho lindo era um constante deleite para ela.

Ele tinha grandes olhos azuis, e pequenos cachos dourados, e ele amava a sua boa mãe profundamente, e nunca esteve mais satisfeito do que quando ela permitiu que ele pudesse ajudá-la com o seu trabalho.

E assim os anos se passaram alegremente até que o menino tinha oito anos, mas depois a viúva caiu doente, e seu pequeno negócio para ter dinheiro foi se afastando gradualmente.

 ”Eu estou sem saber o que devemos fazer para o pão”, disse ela, beijando seu filho com lágrimas nos olhos, “pois ainda não estou forte o suficiente para o trabalho, e não temos dinheiro sobrando.”

“Mas eu posso trabalhar”, respondeu o menino, “e eu tenho certeza que se eu for para o Salão o cavalheiro vai me dar algo para fazer.”

No início, a viúva estava relutante em concordar com isso, uma vez que ela gostava de manter seu filho ao seu lado, mas, finalmente, como nada mais poderia ser feito, ela decidiu deixá-lo ir para ver o Nobre.

by William Wallace Denslow

Sendo orgulhosa demais para permitir que seu filho fosse para a casa grande em suas roupas esfarrapadas, ela fez-lhe um terno novo do que fora um lindo vestido azul que ela tinha desgastado em tempos mais felizes, e quando terminou e o menino já se encontrava vestido com o terno, ele parecia tão bonito como um príncipe em um conto de fadas. As calças eram azuis, também, e ela pegou as fivelas de prata de seus próprios sapatos e colocou nos calçados dele para que ele pudesse parecer mais elegante. Para que o casaco azul magnífico combina-se com seus olhos repartiu seus cachos para que seus olhos proporcionassem boa vantagem, e apenas a cor azul combinava com a de seus olhos. E então ela escovou os cachos e colocou o seu grande chapéu de palha sobre eles e mandou-o embora com um beijo para ver o Nobre senhor.

Acontece que o grande homem estava andando em seu jardim pela manhã com a sua filha Margareth a qual se referia carinhosamente como Madge e estava se sentindo de um modo particularmente feliz, pois que, quando de repente ele olhou para cima e viu um menino diante dele, disse ele, gentilmente,

“Bem, meu filho, o que posso fazer por você?”

“Se o senhor, por favor, senhor”, disse o menino, bravamente, embora ele tenha se assustado ao se ver reunido face a face com o Nobre, “Eu quero que o senhor me dê algum trabalho a fazer, para que eu possa ganhar dinheiro.”

“Ganhar dinheiro!” repetiu o Nobre, “por que você deseja ganhar dinheiro?”

“Para comprar comida para a minha mãe, senhor. Nós somos muito pobres, e uma vez que ela não é mais capaz de trabalhar para mim eu gostaria de trabalhar para ela.”

“Mas o que você pode fazer?” perguntou o Nobre, “você é pequeno demais para trabalhar nos campos.”

“Eu poderia fazer alguma coisa, senhor, eu não poderia?”

Seu tom era tão alegando que Madge que era amorosa foi incapaz de resistir a ele, e até mesmo o Nobre foi tocado. A jovem se aproximou e pegou a mão do menino em sua própria, e pressionando para trás seus cachos, ela beijou bondosamente sua bochecha.

“Você será o nosso pastor”, disse ela, agradavelmente, “e manterá as ovelhas nos prados e as vacas longe do milho. Sabe pai,” ela continuou, voltando-se para o Nobre, “Recordo-me que foi apenas ontem que você disse que deveria ter um menino para cuidar das ovelhas, e este menino pode fazê-lo bem”.

by Eulalie Banks

“Muito bem”, respondeu o Nobre senhor, “será como você diz, e se ele for atento e vigilante, ele será capaz de salvar-me de um bom bocado de problemas e assim realmente ganhar o dinheiro dele.”

Então ele se virou para a criança e disse:

“Vinde a mim, de manhã, meu homenzinho, e eu lhe darei um chifre de prata para tocar, que você pode usar para chamar as ovelhas e as vacas sempre que se desviarem. Qual é seu nome?”

“Oh, não importa seu nome, papai!” interrompeu a filha do senhor, “Eu vou chamá-lo de Azul, pequeno Azul, já que ele está vestido de azul dos pés à cabeça, e sua vestimenta, coincide com os seus olhos. E você deve dar-lhe um bom salário, também, pois certamente o Nobre nunca antes teve um jovem pastor tão bonito”.

“Muito bom”, disse o Nobre, alegremente, beliscando as bochechas rosadas da filha; “ser vigilante, pequeno garoto Azul, e você será bem pago.”

Então o pequeno garoto Azul muito doce agradeceu-lhes ao mesmo tempo e correu de volta sobre a colina e para o vale, onde sua casa estava situada na margem do rio, para dizer a boa notícia à sua mãe.

A pobre viúva chorou lágrimas de alegria quando ouviu sua história, e sorriu quando lhe disse que seu nome era para ser pobre menininho. Ela sabia que o Nobre era um mestre bondoso e seria bom para seu filho querido.

Na manhã seguinte, o pequeno garoto Azul foi ao salão, e administrador do Nobre deu-lhe um chifre de prata novo, que brilhava intensamente sob o sol, e um cordão de ouro para prendê-lo ao pescoço. E então ele foi encarregado das ovelhas e das vacas, e disse para mantê-las afastadas da lezíria[3] e os campos de cereais.

Não foi um trabalho árduo, mas adaptado à idade do pequeno Azul, e ele estava atento e vigilante e o menino fez um bom trabalho como pastor de fato. Sua mãe precisava de alimentos e o Nobre pagava seu filho liberalmente, e a filha do Nobre fez do pastor seu favorito a pequena gostava de ouvir o chamado de seu chifre de prata ecoando entre as colinas. Até mesmo as ovelhas e as vacas gostavam dele, e sempre obedeciam ao som da sua corneta, portanto o milharal do Nobre prosperou finamente, e nunca mais foi pisoteado.

O pequeno garoto Azul era muito feliz agora, e sua mãe permanecia orgulhosa e contente e começou a melhorar de saúde. Depois de algumas semanas ela se tornou forte o suficiente para deixar a casa de campo e andar um pouco nos campos a cada dia, mas ela não podia ir longe, porque seus membros estavam muito fracos para sustentar por demasiado tempo o peso do seu corpo, então o máximo que podia foi caminhar na medida em que recebia o pequeno Azul quando ele chegava do trabalho à noite. Então ela se inclinava e apoiava em seu ombro e voltava para a casa com ele, e o garoto era muito feliz porque ele poderia, assim, sustentar a mãe querida e ajudá-la nos passos vacilantes.

Todavia um dia uma grande desgraça veio sobre eles, pois é verdade que nenhuma vida pode ser tão feliz, mas que a tristeza se infiltrará para temperá-la.

O pequeno garoto Azul veio para casa uma noite muito leve de coração e assobiava alegremente enquanto caminhava, pois ele achava que logo deveria encontrar sua mãe que o aguardava no estilo[4] com um bom jantar posto sobre a mesa na pequena cabana. Mas quando ele se aproximou  do estilo sua mãe não estava à vista, e em resposta ao seu apelo um gemido baixo de dor chegou aos seus ouvidos.

Estilo de Madeira

O pequeno garoto Azul saltou sobre o estilo e encontrou deitada no chão a sua querida mãe, com o rosto branco ele empatou com o sofrimento e as lágrimas de angústia correram pelo seu rosto. Ela escorregou sobre o estilo e caiu, e sua perna estava quebrada!

O garoto Azul rápido correu para a cozinha e pegou água e molhou o rosto da pobre mulher levantando sua cabeça para que ela pudesse beber. Não havia vizinhos, a casa ficava sozinha junto ao rio, no que a criança foi obrigada a sustentar sua mãe em seus braços o melhor que pôde, enquanto ela se arrastou penosamente de volta para a casa de campo. Felizmente, não estava longe, e finalmente ela foi seguramente colocada sobre sua cama. Então o pobre menininho começou a pensar o que ele deveria fazer em seguida

“Posso deixá-la sozinha enquanto eu vou buscar o médico, mamãe?” ele perguntou, ansiosamente, enquanto segurava suas mãos entrelaçadas firmemente em seus dedos fininhos. Sua mãe os levou em direção a ela e beijou-os.

“Pegue o barco, querido”, ela disse, “e vá buscar o médico da aldeia. Serei paciente até você voltar.”

O garoto Azul apressado correu para a margem afastada do rio e soltou o barco rapidamente, e então ele seguiu determinado descendo o rio até que passou a curva e chegou à bonita vila abaixo. Quando ele finalmente encontrou o médico e disse do infortúnio de sua mãe, o bom homem prometeu atendê-lo de uma vez, e logo eles estavam sentados no barco e em seu caminho para a casa de campo.

Estava muito escuro por esta altura, mas garoto Azul conhecia cada curva e recurva do rio, e o médico o ajudou a puxar os remos, para que, finalmente, chegassem ao lugar onde uma luz fraca brilhava através da janela da casa. Eles descobriram que a pobre mulher estava padecendo com muita dor, mas o médico rapidamente e resolutamente enfaixou sua perna, e deu-lhe alguns remédios para aliviar seu sofrimento. Era quase meia-noite quando tudo estava terminado e o médico estava pronto para começar a volta para a aldeia.

“Cuide bem de sua mãe”, disse ele ao menino, “e faça com que ela não se preocupe, pois não está tão mal. A perna vai se consertar muito bem no devido tempo, mas ela deve repousar na cama por muitos dias, e você deve cuidar dela tão bem quanto você é capaz.”

Durante toda a noite o menino sentou ao lado da cama, molhando a testa febril de sua mãe e ministrando a ela o remédio. E quando o dia clareou, ela estava descansando com facilidade e a dor tinha deixado-a, acordando a mãe disse ao pequeno Azul “você deve ir para seu trabalho”.

“Ande”, disse ela, “mais do que nunca agora precisamos do dinheiro que você ganha do Nobre, como o meu infortúnio irá acrescentar despesas as nossas vidas, e nós temos o médico a pagar. Não tenha medo de me deixar, porque eu devo descansar e dormir tranquilamente na maioria das vezes quando você estiver ausente”.

O garoto Azul não gostava nada da idéia de deixar sua mãe sozinha, mas ele não sabia de ninguém que ele pudesse pedir para ficar com ela, por isso ele colocou comida e água ao lado da cama, e comeram um pequeno almoço, escasso mesmo, e começou a cuidar das ovelhas.

O sol estava brilhando, e os pássaros cantavam docemente nas árvores, e os grilos cantavam tão alegremente como se este grande problema não tivesse chegado ao pequeno garoto Azul para entristecê-lo.

Mas ele ficou bravamente no seu trabalho, e por várias horas, ele observava cuidadosamente os homens no trabalho nos campos, e a filha do Nobre, que estava sentada bordando na varanda da casa grande, ouviu muitas vezes o som da sua corneta quando ele chamava as ovelhas desgarradas para o seu lado.

Mas ele não tinha dormido a noite inteira, e ele estava cansado com a sua longa vigília na cabeceira de sua mãe, e assim, apesar de si mesmo os cílios se inclinam, ocasionalmente, sobre os olhos azuis, pois ele era apenas uma criança, e as crianças sentem a perda de dormir mais do que pessoas mais velhas.

Ainda assim, o pequeno garoto Azul não tinha a intenção de dormir enquanto ele estava de plantão, e lutou bravamente contra a sonolência que estava rastejando sobre ele. O sol brilhava muito quente naquele dia, e ele caminhou para o lado com sombra de um grande palheiro e se sentou no chão, inclinando-se de costas contra a pilha.

As vacas e as ovelhas foram discretamente caminhar perto dele, e ele as observou intensamente por um tempo, ouvindo o canto dos pássaros, e o tilintar suave dos sinos sob os carneiros, e as canções distantes dos ceifeiros que a brisa trouxe para seus ouvidos.

E antes que ele percebesse os seus olhos azuis tinham fechado rapidamente, e a cabeça dourada se deitou sobre o feno, e o pequeno garoto Azul estava dormindo e sonhando que sua mãe estava bem de novo e estava próximo ao estilo para recebê-lo.

by Alice Schlesinger Whitman

Uma das ovelhas desviou para perto da borda do campo e fez uma pausa, esperando pelo aviso sonoro da corneta. E a brisa trazia o cheiro do milho de cultivo às narinas das vacas e as tentavam a chegar cada vez mais perto para a festa proibida. Mas o chifre de prata ficou em silêncio, e em pouco tempo as vacas foram alimentar-se do milharal saindo da zona permitida e as ovelhas estavam se divertindo em meio às gramíneas suculentas nos prados.

O Nobre senhor estava retornando de um passeio longo, cansado só queria esta em suas fazendas, e quando ele veio para o milharal e viu as vacas pisando o grão e alimentando-se dos talos de ouro, ele ficou muito zangado.

“Pequeno garoto Azul! “ele gritou”;! Oh, pequeno garoto Azul, venha tocar sua corneta!” Mas não houve resposta. Ele montou em seu cavalo e descobriu que as ovelhas estavam no fundo dos bosques, o que o deixou mais irritado ainda.

“Venha aqui, Isaac”, disse ele ao rapaz que trabalha na fazenda que passava, “onde esta o pequeno garoto Azul?”

“Ele está sob o palheiro, sua graça, dormindo!” Isaac respondeu com um sorriso, pois ele tinha passado por ali e viu que o menino estava deitado dormindo.

“Você vai lá acordá-lo?” perguntou o Nobre, “porque ele deve expulsar as ovelhas e as vacas antes de provocarem mais danos.”

“Não eu, senhor”, respondeu Isaac, “se eu acordá-lo ele vai certamente chorar, pois ele é apenas um bebê, e não pode com as ovelhas. Mas eu mesmo expulsarei para a sua graça,” e ele correu a fazê-lo, pensando que agora o Nobre lhe daria o lugar do pequeno garoto Azul, e torná-lo-ia o pastor, cargo, por Isaac há muito cobiçado.

A filha do Nobre, ouvindo os tons de raiva da voz de seu pai, saiu para ver o que estava errado, e quando ouviu que o pequeno garoto Azul tinha falhado em sua confiança, ela ficou profundamente triste, pois ela amava muito a criança.

O Nobre senhor desmontou de seu cavalo e foi para onde o menino estava dorminado.

“Despertai!” disse ele, “sacudindo-o pelo ombro”, e afaste-se de minhas terras, você traiu a minha confiança, e deixou as ovelhas e as vacas perdidas nos campos e prados!”

O pequeno garoto Azul começou a acordar de uma vez e esfregou os olhos, e então ele fez como Isaac profetizou, e começou a chorar amargamente, pois seu coração estava ferido porque ele falhou em seu dever para com o Nobre bom e assim tinha perdido a sua confiança.

Mas a filha do Nobre ficou comovida pelas lágrimas da criança, então ela o levou ao colo e consolo-o, perguntando:

“Por que você dorme, pequeno garoto Azul, quando você deve vigiar as vacas e as ovelhas?”

“Minha mãe quebrou a perna”, respondeu o garoto, entre soluços, “e eu não dormi toda a noite passada, mas sentei-me ao seu lado cuidando dela foi difícil e eu tentei não cair no sono, mas não pude evitar.; e oh, Nobre! Espero que me perdoe esta vez, por causa de minha pobre mãe! “

“Onde é que sua mãe mora?” perguntou o Nobre, num tom gentil, pois ele já havia perdoado o pequeno garoto Azul.

“Na cabana à beira do rio”, respondeu a criança, “e ela está sozinha, pois não há ninguém por perto para nos ajudar com nossos problemas.”

“Venha”, disse Madge, ajudando-o a levantar-se, segurou sua mão, “leva-nos a tua casa, e vamos ver se não podemos ajudar a tua pobre mãe.”

Assim, o Nobre, sua filha e o pequeno garoto Azul foram todos caminhando até a pequena cabana, e o Nobre dignitário teve uma longa conversa com a pobre viúva. E nesse mesmo dia uma cesta grande de iguarias foi enviada para a casa de campo, e mandou a criada pessoal de Madge ir para a casa da viúva e cuidar dela cuidadosamente até que ela tivesse se recuperado.

De modo que depois de tudo o pequeno Azul fez mais pela sua querida mãe por adormecer do que ele poderia se tivesse se mantido acordado, pois depois que sua mãe estava bem de novo o Nobre deu-lhes uma casa bonita para viver bem próxima da casa grande e a filha do Nobre ficava cada vez mais com seu bom amigo, e ambos conversavam a propósito dos confortos da vida.

E o pequeno garoto Azul não adormeceu novamente no seu posto, e vigiou as vacas e as ovelhas fielmente por muitos anos, até que ele cresceu e amadureceu. Nesse tempo tinha sua própria fazenda.

Ele sempre disse que o acidente de sua mãe trouxe-lhe boa sorte, mas eu acho que foi sim o seu coração amoroso e sua devoção à sua mãe que fez com que tivesse amigos. Pois ninguém tem medo de confiar em um rapaz que gosta de servir e cuidar de sua mãe.

[Fim]

Garoto Azul in HQ Fábulas


[1] Oficial encarregado de sebes e cercas em torno de uma cidade comum, especialmente para impedir o gado de romper e de confiscar gado tresmalhado

[2] Aquele que trabalha na sega ou ceifa do trigo ou de outros cereais.

[3] Terra plana, às margens de um rio, e que se alaga por ocasião das cheias.

[4] Um estilo é uma estrutura que proporciona às pessoas uma passagem através ou sobre uma cerca ou fronteira através de passos, escadas, ou lacunas estreitas. Stiles em inglês, é muitas vezes construída em áreas rurais ou ao longo de percursos pedestres para permitir o acesso a um campo ou área adjacente separados por um muro, parede ou hedge. Ao contrário de um portão, não há nenhuma chance de esquecer-se de fechá-lo, e deve quebrar o estilo, a cerca permanece intacta (animais não podem escapar). No entanto, stiles podem muito bem ser difíceis de usar por alguma pessoas desabilitada e com mobilidade reduzida.

______________________

Adaptado do Conto de L. Frank Baum: The Story Of Blue Little Boy

The story of Blue Little Boy book online

http://www.readbookonline.net/readOnLine/6411/

Autor de O Mágico de Oz

Lyman Frank Baum (15 Maio, 1856 – 6 de Maio, 1919) escritor e teosofista norte-americano. Foi criador de um dos mais populares livros jamais escritos na literatura americana infantil – O Mágico de Oz. Em 1897, tornou-se membro da Sociedade Teosófica, incorporando freqüentemente em seus livros temas e símbolos desta doutrina.

Outras aventuras

Title: Boy Blue and His Friends

Author: Etta Austin Blaisdell and Mary Frances Blaisdell

Illustrator: Maud Touser

in http://www.gutenberg.org/files/16046/16046-h/16046-h.htm

Little Boy Blue In Prose – audiobook

http://www.motherhodges.com/littleboyblue.html

Rimas em inglês

http://www.fidella.com/trmg/TRMG1.html

Vídeos

http://coloring-book-pages.com/mother_goose/mg30.gif

http://www.youtube.com/watch?v=KZFWXZdj2Yc

Para colorir

http://coloring-book-pages.com/mother_goose/mg30.gif

http://coloring-book-pages.com/imagepage.asp?CategoryID=72

http://www.bluebonkers.com/nursery-rhymes/nursery_rhymes_text/rhyme-text-pics/Little-Boy-Blue-01.gif

http://www.reading-with-kids.com/images/nursery-rhyme-little-boy-blue-coloring-page.jpg

Conheça:

O Menino Azul – Cecília Meireles

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

http://www.youtube.com/watch?v=4Wb1-pI1NxM

E também conheça uma história brasileira:

O garoto Azul in http://mateuscalazans.blogspot.com/2010/03/o-garoto-azul.html



Os cisnes selvagens [Os seis cisnes]

Os cisnes selvagens

Los seis cisnes by VKart in Fantasy

De Hans Christian Andersen

(The Wild Swans)

Havia um rei que tinha onze filhos e uma filha chamada Elisa. Ao ficar viúvo, pensou em se casar outra vez e, de fato, contraiu matrimônio com uma perversa mulher, que, logo, começou a odiar os enteados. Maltratava-os continuadamente e tornava-lhes impossível à vida. Um dia, mandou a pequena Elisa ao campo, para que vivesse com os camponeses e conseguiu que uma bruxa transformasse os meninos em cisnes. Passaram-se os anos. Elisa, que se tornara uma belíssima donzela, voltou ao palácio. A madrasta, vendo-a tão formosa e inteligente, colocou-lhe na água do banho três sapos, para que se transformasse em moça feia, estúpida e má. Mas a bondade de Elisa era tamanha que os três horríveis bichos, ao seu contato, se converteram em três esplêndidas rosas. A madrasta, enraivecida, untou com um ungüento negro o rosto e o corpo da princesinha e emaranhou-lhe completamente os cabelos. Transformou-a de tal maneira que o pai tomou-a por uma impostora e expulsou-a do reino.

Apenas posta fora do palácio, Elisa dedicou-se a procurar seus irmãos. Caminhava o dia inteiro, alimentava-se com frutos silvestres e passava a noite dormindo embaixo de uma árvore qualquer. Afinal, chegou a um grande rio. O sol estava se pondo e a jovem viu chegarem à margem da corrente onze cisnes alvíssimos, que possuíam cada qual a sua coroa de ouro. As aves pousaram perto dela, batendo as grandes asas e, no momento exato em que o sol desaparecia no horizonte, transformaram-se em onze garbosos rapazes. Eram seus irmãos, que a abraçaram e lhe contaram a magia feita contra eles pela bruxa, por ordem da madrasta e em virtude da qual só readquiriam a forma humana depois do por do sol. “Amanhã, iremos a um país distante”, disse o mais velho, “e tu irás conosco.”

Passaram a noite inteira tecendo uma rede com a casca flexível do salgueiro e as varinhas dos juncos. Quando amanheceu, nela colocaram Elisa e, sustentando com o bico as bordas da rede, saíram voando. Após muitas horas, chegaram ao longínquo país, entraram numa gruta situada no meio de um bosque e ficaram dormindo. Só Elisa vigiava, rogando a Deus o meio de salvar os irmãos. Apenas cerrou os olhos, apareceu-lhe em sonho belíssima fada, que lhe disse: “Para libertares teus irmãos do malefício de que são vítimas inocentes, tens que colher todas as urtigas que puderes esmagá-las com teus pés até que se desprendam fibras, com as quais deverás tecer onze túnicas. Durante todo o tempo que este trabalho durar, não poderá pronunciar uma só palavra, pois, do contrário, graves desgraças recairão sobre os teus irmãos. Por último, quando as túnicas estiverem prontas, atirarás cada uma num dos cisnes-príncipes e eles votarão a serem homens para o resto da vida.” Na manhã seguinte, Elisa, lembrando-se do sonho, começou o penoso trabalho.

Um dia, quando estava sozinha na gruta, a tecer as túnicas, ouviu ressoar no bosque os sons de trombetas de caçar e ladrar de cães. Pouco depois, um grupo de caçadores surgiu entre as árvores. O rei do país, que fazia parte da turma de caçadores, ficou impressionado com a beleza de Elisa e decidiu casar-se com ela, embora não conseguisse nenhuma resposta às perguntas, que lhe dirigiu. Levou-a para o palácio, com ela se casando já no dia seguinte. Feita rainha, Elisa continuava tecendo as túnicas sem proferir uma única palavra, até que, afinal, todos acreditaram que era muda.

Alguns cortesãos, invejosos do amor que o rei sentia por ela, foram dizer-lhe que a rainha não passava de uma feiticeira. Certa noite, enquanto a infeliz soberana havia descido ao jardim para colher urtigas, o rei a viu e, pensando que estava colhendo ervas maléficas, convenceu-se de que ela era mesmo uma bruxa. Embora muito magoado, entregou-a ao julgamento do povo. Este condenou a suposta feiticeira a morrer queimada. A desditosa (infeliz) moça não deixou escapar nenhuma palavra ou suspiro para mostrar sua inocência e, na escura prisão onde tinha sido encerrada, continuava tecendo as túnicas. Trabalhou também no próprio carro em que ia sendo conduzida para o suplício. Quando, porém, atravessava uma ponte que levava ao lugar da fogueira, a jovem, que havia, então, terminado as onze túnicas, viu os alvos cisnes, que nadavam lá embaixo, no rio. Proferindo, então, exclamações de júbilo, jogou as túnicas sobre as onze aves. Estas, no mesmo instante recuperaram sua figura humana e foram explicar tudo ao rei. Quando Elisa, que havia desmaiado de emoção, abriu os olhos, viu-se amparada nos braços de seu real esposo e rodeada por onze irmãos, que a levaram triunfalmente para o palácio real.
Fonte: O Livro dos Nossos Filhos (Vol.1), 1959, Editora Alfa.
Versão brasileira de “El Libro de Nuestros Hijos”, editado por UTEHA do México


Os Seis Cisnes

Dos Irmãos Grimm.

Estando um rei a caçar numa grande floresta, saiu em perseguição de uma peça com tal fervor, que nenhum dos seus companheiros conseguiu segui-lo.
Ao anoitecer parou o seu cavalo e olhando em redor, apercebeu-se de que se tinha perdido e, embora tratando de procurar uma saída, não conseguiu encontrar nenhuma. Viu então uma velha, que se aproximava. Era uma bruxa.

-Boa senhora – disse o rei – Podia indicar-me um caminho para sair da floresta?.
-Oh, sim, Senhor Rei – respondeu à velha-. Posso sim, mas com uma condição. Se não aceitar, nunca sairá desta floresta. E morrerá à fome.
-E que condição é essa? -perguntou o rei.
-Tenho uma filha – declarou a velha -, bela como não encontrará outra igual no mundo inteiro, e muito digna de ser a sua esposa. Se comprometer-se a torná-la Rainha, mostrar-lhe-ei o caminho para sair da floresta.

O Rei, embora angustiado no seu coração, aceitou o acordo, e a velha o levou à sua casinha, onde a sua filha estava sentada junto ao fogo. Recebeu o rei como se estivesse à sua espera, e embora o rei comprovasse que era realmente muito bela, não gostou dela, e não conseguia olhar para ela sem um secreto terror.
Quando a donzela montou no seu cavalo, a velha indicou o caminho ao Rei, e o casal chegou sem contratempos ao palácio, onde pouco depois foi celebrado o casamento.

O rei já tinha sido casado, e da sua primeira esposa tinha ficado com sete filhos: seis rapazes e uma rapariga, aos quais amava mais que tudo no mundo.
Temendo que a madrasta os tratasse mal ou lhes causasse alguma vez algum mal, levou-os a um castelo solitário, que surgia no meio de uma floresta.

Estava tão oculto e o caminho que levava até lá era tão difícil, que nem ele próprio teria sido capaz de segui-lo se não fosse por um novelo de lã maravilhoso que uma fada lhe tinha oferecido. Quando o lançava à sua frente, desenrolava-se sozinho e mostrava-lhe o caminho.

Mas o rei saia com tanta freqüência para visitar os seus filhos, que aquelas ausências chocaram a rainha, que sentiu curiosidade por saber o que ia fazer sozinho à floresta. Subornou os criados, e estes revelaram os segredos, contanto também o referente ao novelo, o único capaz de indicar o caminho. Desde então a mulher não descansou até averiguar o local onde o seu marido guardava a milagrosa madeixa.

Depois confeccionou umas camisolas de seda branca e, pondo em prática as artes de bruxaria aprendidas com a sua mãe, enfeitiçou as roupas.
Um dia em que o rei saiu para caçar, pegou nas camisolas e dirigiu-se para a floresta. O novelo indicou-lhe o caminho.

As crianças, ao ver ao longe que alguém se aproximava, pensando que seria o seu pai, correram para recebê-lo, cheios de alegria. Então ela tirou de cada um, uma das camisolas e, ao tocar os seus corpos, transformou-os em cisnes, que fugiram voando por cima da floresta. Já satisfeita, regressou a casa acreditando que estava livre dos seus enteados. Mas resultou que a rapariga não tinha saído com os seus irmãos, e a rainha ignorava a sua existência.

No dia seguinte, o rei foi visitar os seus filhos e só encontrou a rapariga.
-Onde estão os teus irmãos? – perguntou o rei.
-Ah, meu pai! – respondeu a pequena – Foram embora e deixaram-me sozinha – e contou o que tinha visto desde a janela: cómo os irmãos transformados em cisnes tinham saído a voar por cima das árvores; e mostrou as penas que tinham deixado ao cair e ela tinha apanhado.

O rei entristeceu-se, sem pensar que a rainha fosse a artista daquela maldade. Temendo que também fosse roubada a rapariga, quis levá-la com ele. Mas a pequena tinha medo da sua madrasta, e rogou ao pai que lhe permitisse pasar aquela noite no castelo solitário.

Pensava a pobre rapariga: “Não posso ficar aqui! Tenho de sair e procurar os meus irmãos” E, ao chegar à noite, fugiu através da floresta. Andou toda a noite e todo o dia seguinte sem descansar, até que o cansaço a venceu.

Vendo uma cabana solitária, entrou nela e encontrou um quarto com seis camas pequenas, mas não se atreveu a deitar-se em nenhuma, deslizando assim debaixo de uma delas, disposta a passar a noite no duro chão. Mas ao por do sol ouviu um rumor e, ao mesmo tempo, viu seis cisnes que entravam pela janela. Posaram no chão e sopraram-se mutuamente as penas, até que estas caíram, deixando a sua pele de cisne alisada como uma camisola. Então a rapariga reconheceu os seus irmãos e, feliz, saiu de debaixo da cama.

Também se alegraram eles ao ver a sua irmã, mas a alegria foi de curta duração.
-Não podes ficar aqui – disseram-lhe-, pois isto é uma guarida de bandidos. Se te virem aqui quando chegarem, irão matar-te.
-E vocês não me podem proteger? -perguntou a rapariga.
-Não – responderam eles-, pois só nos é permitido livrar-nos, cada noite, da nossa plumagem de cisne durante um quarto de hora, tempo durante o qual podemos viver na nossa figura humana, mas depois voltamos a transformarmos em cisnes.
Perguntou a irmãzinha, chorando: – E não há forma de vos tirar o feitiço?
-Não – disseram eles-, as condições são demasiado terríveis. Deverias permanecer durante seis anos sem falar nem rir, e neste tempo terias que confeccionarmos seis camisolas de “velloritas”. Uma única palavra que saísse da tua boca, deitaria tudo a perder.

E quando os irmãos disseram isto, passado já o quarto de hora, voltaram a levantar voo, saindo pela janela. Mas a moça tinha adotado a firme resolução de redimir os seus irmãos, mesmo que lhe custasse a vida.

Saiu da cabana e foi à floresta, onde passou a noite, oculta entre os ramos de uma árvore. Na manhã seguinte começou a recolher “velloritas” para fazer as camisolas. Não podia falar com ninguém, e quanto a rir, bem poucos motivos tinha. Levava já muito tempo naquela situação, quando o rei daquele país, indo de caça pela floresta, passou perto da árvore que servia de morada à rapariga.
Uns monteiros viram-na e chamaram-na.
-Quem és? – Mas ela não respondeu. – Baixa da árvore – insistiram os homens -. Não te faremos mal.

Mas a donzela limitou-se a sacudir a cabeça. Os caçadores continuaram a acossá-la com perguntas, e ela atirou-lhes a corrente de ouro que levava ao pescoço, pensando que assim ficariam satisfeitos. Mas como os homens insistiram, atirou o cinto e depois as ligas e, pouco a pouco, todas as prendas das que se pode desprender, ficando por fim, só com a camisola.

Mas os teimosos caçadores subiram à árvore e, descendo a rapariga, levaram-na ante o rei, que lhe perguntou: – Quem és? O que tas a fazer na árvore?
Mas ela não respondeu. O rei insistiu, formulando de novo as mesmas perguntas em todas as línguas que conhecia, mas foi em vão, ela permaneceu sempre muda.

No entanto, vendo-a tão bela, o rei ficou enternecido, e na sua alma nasceu um grande amor pela rapariga. Embrulhou-a no seu manto e, subindo-a ao seu cavalo, levou-a ao palácio. Uma vez ali mandou vesti-la com ricos vestidos, vendo-se então a donzela mais bela do que a luz do dia. Mas não houve forma de lhe arrancar uma única palavra. Sentou-a ao seu lado na mesa e gostou tanto da sua modéstia e atitude que disse: Quero-a por esposa, e não hei de querer nenhuma outra no mundo.

E passados uns dias, foi celebrado o casamento. Mas a mãe do rei era uma mulher má, que não gostou desse casamento, e não parava de falar mal da sua nora: – Sabe-se lá de onde é que saiu esta rapariga que não fala! – murmurava -. É indigna de um rei.

Passado algo mais de um ano, quando a rainha teve o seu primeiro filho, a velha tirou-lho enquanto dormia, e sujou de sangue a boca da mãe. Depois se dirigiu ao rei e acusou-a de ter devorado a criança. O rei negou-se a acreditar e mandou que ninguém incomodasse a sua esposa.

Ela seguia ocupada constantemente na confecção das camisolas, sem atender mais nenhuma coisa. E com o próximo filho que teve, a sogra repetiu a maldade, sem que o rei ouvisse as suas palavras, mais uma vez. Disse: É demasiado piedosa e boa, para ser capaz de atos desses.

Se não fosse muda e pudesse defender-se, a sua inocência ficaria bem patente. Mas quando, por terceira vez, a velha roubou o bebê recém nascido e voltou a acusar a mãe sem que esta pronunciasse uma palavra na sua defesa, o rei não teve outro remédio que a entregar a um tribunal, e a infeliz rainha foi condenada a morrer na fogueira.

No dia assinalado para a execução da sentença resultou ser o que marcava o fim dos seis anos durante os quais tinha sido proibida de falar e rir. Assim tinha libertado os seus queridos irmãos do feitiço que tinha caído sobre eles. Além disso, tinha acabado as seis camisolas, e só à última faltava à manga esquerda.

Quando foi levada para a fogueira, levou as camisolas consigo e quando, já presa ao poste do tormento, dirigiu um olhar à volta, viu seis cisnes que se aproximavam a voar velozmente. Percebendo que se aproximava o momento da sua libertação, sentiu uma grande alegria. Os cisnes chegaram à fogueira e pararam sobre ela, para que a sua irmã lhes atirasse as camisolas. E mal elas tocaram os seus corpos, caiu-lhes a plumagem de ave e surgiram os seis irmãos na sua forma natural, sãos e belos. Só ao mais novo faltava o braço esquerdo, substituído por uma asa de cisne. Abraçaram-se e beijaram-se, e a rainha, dirigindo-se ao rei, que assistia consternado à cena, começou finalmente a falar, e disse: – Esposo meu amadíssimo, agora já posso falar e declarar que tenho sido caluniada e acusada falsamente – e contou os enganos de que tinha sido vítima pela maldade da velha, que lhe tinha roubado as três crianças, ocultando-as.

As crianças foram recuperadas, com grande alegria do rei, e a perversa sogra, como castigo, teve de subir à fogueira e morrer queimada.
O rei e a rainha, com os seus seis irmãos, viveram longos anos em paz e felicidade.

Tradução Mariposa

História http://www.youtube.com/watch?v=MBu9MRaL6b4

Monumento aos cisnes selvagens e Elisa em Copenhague

http://www.hcandersen-homepage.dk/skulptur_de_vilde_svaner.htm

Site do filme http://www.jjfilm.dk/dvs/

Trailer The Wild Swans – 2009 http://www.youtube.com/watch?v=7ilSuaWlGyc

Versão A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters, de autoria da neozelandesa Juliet Marillier. Foi publicado em 2000.

A personagem principal deste livro é Sorcha (filha de Lord Colum), que tem seis irmãos: Finbar, Padriac, Diardmid, Cormack, Conor e Liam. Irá desenvolver romance com a personagem Red do qual nascerão Sean, Liadan e Niahm.

Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos.

Vídeo de apresentação

http://www.youtube.com/watch?v=j51I7xSHdJw

Animação


Links e capa

http://ne-miguelito.com/viewtopic.php?f=51&t=57988


Volume 20 – Os Seis Cisnes [Simsala Grimm - Os Contos de Fadas (1999) (PT-PT)] – *MkPlus* / *Benitto* / *tvfa*


Capa

http://img401.imageshack.us/img401/2882/20simsalagrimmosseiscis.jpg

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Os teus contos clássicos

DVD 19 – Os seis cisnes / O maninho e a maninha


Hello Kitty – Os cisnes selvagens – 2010

Ainda outra variação do conto

As Túnicas de Urtiga ou Os Cisnes Selvagens

Vídeobooks – Clique aqui



Ilustrações e arte: Lenes Alves

Numa terra muito distante, havia um rei bondoso e sábio, que tinha uma linda filha, chamada Lúcia e onze filhos, todos belos e inteligentes. O soberano, que já estava velho e cansado, amava ternamente sua esposa e seus filhos. Infelizmente, a rainha morreu, e o rei, sentindo-se triste e solitário, resolveu casar-se com a viúva de seu primo, que tinha sido o soberano de um país vizinho. A felicidade, que até então reinava no palácio, desapareceu. A nova rainha, que era uma feiticeira perversa, conseguiu dominar o velho rei. A primeira coisa que ela fez foi afastar Lúcia do palácio, mandando-a para a casa de uns lenhadores, que moravam numa floresta longínqua. Quanto aos onze príncipes, tanta mentira a bruxa pregou a seu respeito, que o rei acabou não os querendo mais ver. Então, a feiticeira resolveu encantar os meninos. Depois de fazer uma porção de gestos mágicos, disse para os príncipes:
Voai, ligeiros, longe de nós, Jazei-vos aves, aves sem voz!

Os meninos transformaram-se em cisnes brancos e saíram voando pelo céu afora. Eles deviam seguir para um lugar determinado pela bruxa. Durante a viagem, procuraram passar sobre a casinha da floresta, onde estava a irmãzinha. Mas já anoitecia. Por isso, embora tivessem batido as asas com força, não conseguiram acordá-la. Quando Lúcia completou quinze anos, teve permissão para ir ao palácio. Assim que a rainha a viu, ficou louca de inveja e de raiva. A menina era de uma beleza deslumbrante. A bruxa quis transformá-la logo em cisne, e só não o fez porque o rei desejava vê-la. Resolveu esperar uma ocasião mais oportuna para lhe fazer mal. Lúcia costumava nadar no lago que havia junto ao palácio. Um dia, antes de chegar a moça ao lago, para lá se dirigiu a rainha, levando consigo três sapos horríveis.À margem do lago, atirou o primeiro sapo na água, dizendo:Quando Lúcia estiver nadando, salta na sua cabeça, para fazê-la tão estúpida como tu! Quando atirou o segundo, berrou: Salta no rosto de Lúcia, para fazê-la tão feia como tu!E, quando atirou o terceiro, rosnou: — Fica perto do coração de Lúcia, para que se torne perversa e má!Os sapos fizeram tudo o que a rainha ordenou. Quando a moça saiu do lago, mais parecia um bicho que um ser humano. Ao vê-la, o rei ficou horrorizado. E mandou que ela voltasse para a floresta.

É bom lembrar que Lúcia ficou muito feia, mas não se tornou má. O sapo não conseguiu modificar seu coração bondoso. Tendo sido desprezada por seu pai, a jovem resolveu sair à procura dos seus queridos irmãos. Viajou dias e dias, atravessando montes, vales e cidades. Durante a viagem, encontrou, numa floresta, uma velha faminta que lhe pediu um pedaço de pão. Lúcia deu-lhe, com prazer, e ainda foi apanhar, no riacho, um pouco d’água para matar a sede da velhinha. Esta, que era Nossa Senhora disfarçada, mandou que Lúcia comesse uma frutinha silvestre que crescia à beira do riacho. A moça obedeceu e, no mesmo instante, desencantou-se, voltando à sua beleza natural. Lúcia continuou a viagem. No meio do caminho, encontrou um velhinho a quem deu o seu último pedaço de pão. Perguntou-lhe, então, se tinha visto onze príncipes tão belos como o sol. O velho respondeu: — Que coincidência! Não vi os onze príncipes. Mas vi onze cisnes belíssimos, cada qual com uma coroa na cabeça!E mostrou o lugar onde vira as lindas aves. A princesa seguiu para lá, sentou-se e ficou esperando o dia inteiro.

Quando o sol começou a desaparecer no horizonte, a moça ouviu um rufiar de asas. Olhou para o céu e viu surgir onze cisnes voando apressadamente. Pousaram na terra e esconderam-se sob uma moita. Lúcia aproximou-se e ficou vigiando. Quando os últimos raios do sol desapareceram, as penas dos onze cisnes caíram por terra e eles se transformaram em belos príncipes. Lúcia correu para eles, radiante de alegria. Reconheceram logo a irmã e cobriram-na de beijos e abraços. Que contentamento! Que felicidade!A moça contou-lhes a sua triste história e eles narraram como tinham sido encantados pela cruel feiticeira. E o príncipe mais velho explicou: — Durante o dia, temos a forma de cisnes. Mas, logo que o sol desaparece, voltamos a ser homens. E por isso que temos sempre o cuidado de chegar à terra firme antes que anoiteça, pois, se estivéssemos voando nos ares, cairíamos de repente e morreríamos.— Onde moram vocês? Perguntou Lúcia. — Num lugar muito distante daqui, além dos mares. A viagem para lá é muito longa. Voamos dois dias sobre o oceano.

No meio do caminho, só existe um rochedo isolado entre as ondas. E tão pequeno que nele só há espaço para ficarmos de pé, apertados uns contra outros. Quando o mar está agitado, cobre-nos de espuma da cabeça aos pés. Contudo, damos graças a Deus por termos aquele pequeno rochedo. — Quantas vezes, por ano, podem vir até aqui? Indagou a princesa. — Somente uma vez. E só podemos nos demorar onze dias. Chegamos há dez dias. Assim só temos um dia para ficar com você. A princesa e os irmãos ficaram conversando durante muito tempo. Depois, vencida pelo cansaço, a moça adormeceu. Quando acordou, ouviu um forte bater de asas. Eram os irmãos que tinham voltado à forma de cisnes e deviam passar o dia voando. Quando a tarde caiu, os cisnes voltaram e, assim que o sol desapareceu, retomaram a forma humana. Então, o mais velho dos irmãos disse para Lúcia: — Já que a encontramos, não queremos perdê-la. Vamos passar a noite fazendo uma rede para podermos levá-la conosco.

E começaram logo a trabalhar. Apanharam uma poção de ramos e folhas para construir uma rede resistente c macia. Pouco antes de romper o dia, o trabalho estava terminado. Lúcia sentou-se na rede que foi elevada no ar pelo bico dos onze cisnes. Durante todo o dia, os pássaros voaram sem parar. Já estavam exaustos de carregar a rede, mas não desanimavam. A moça tremia só em pensar que poderia anoitecer, sem que chegassem ao rochedo perdido no meio do oceano. Mas, finalmente, quando os raios do sol começaram a desaparecer, a pequenina rocha surgiu no horizonte.

Quando a noite chegou com seu manto de estrelas, a moça e os onze cisnes pousaram no rochedo. Os príncipes retomaram a forma humana. Tiveram de ficar estreitamente unidos para não caírem no mar. Assim que o sol nasceu os rapazes viraram, novamente, cisnes e bateram as asas, levando pelos ares a jovem princesa. Após viajarem o dia inteiro, chegaram, finalmente, ao seu destino. Os irmãos viviam num penhasco, em frente ao mar, onde havia uma caverna, que era a sua morada. Dentro da caverna, que era muito limpa, viam-se camas de musgo bem arrumadas.

Lúcia ficou ali com os irmãos que, nesse momento, acabavam de voltar à forma humana. Depois de conversar longas horas com os príncipes, Lúcia resolveu descansar. Mas, antes de dormir, rezou, pedindo a Nossa Senhora que lhe ensinasse, em sonho, uma maneira de quebrar o encanto de seus irmãos. Quando adormeceu, Nossa Senhora apareceu-lhe em sonho e lhe disse: — Poderás quebrar o encanto de teus irmãos. Mas, para isso, é preciso muita fé e perseverança. Existe perto deste penhasco, bem como nos cemitérios, uma urtiga que tem propriedades maravilhosas. Quando a apanhares, ficarás com as mãos inchadas e empoladas. Deves colher grande quantidade dessa planta e, com ela, tecerás onze túnicas. Quando estiverem prontas, atira-as sobre teus irmãos e, então, seu encanto ficará quebrado. Voltarão, para sempre, à forma humana. Mas, para que tenhas êxito, é necessário que, enquanto estiveres tecendo as túnicas, não digas uma só palavra.

Durante esse tempo, qualquer som que saia de tua boca ferirá como se fossem onze punhais cravados no coração de teus irmãos. Quando Lúcia acordou, caiu de joelhos, agradecendo a Nossa Senhora o conselho que lhe dera. Depois, saiu da caverna e deu início ao seu trabalho. Começou a arrancar as folhas de urtiga que nasciam perto do penhasco. Quando o sol se pôs, voltaram os seus irmãos e perguntaram-lhe o que estava fazendo. Nem uma palavra de resposta. Os príncipes ficaram muito tristes, acreditando que a mudez da irmã era mais uma feitiçaria da madrasta. Mas, quando viram as mãos feridas e o trabalho que ela executava, sem parar, perceberam que fazia aquilo para quebrar o seu encanto.

O príncipe mais moço pôs-se a chorar, beijando as mãos da irmã. E onde caíam suas lágrimas, desapareciam as empolas e as feridas. De repente, ouviu-se o som de uma trompa de caça. Era o soberano daquele reino que caçava nas proximidades da caverna. Ao ver Lúcia, ficou deslumbrado por sua beleza. E resolveu levá-la para o palácio real. Lá chegando, a princesa retirou-se para o rico aposento que lhe haviam oferecido. Havia trazido consigo o molho de urtigas e, por isso, continuou a trabalhar, febrilmente, durante a noite. Havia de libertar seus irmãos!

Alguns dias depois, o rei não pôde resistir à paixão que o dominava e pediu a moça em casamento. Lúcia que estava enamorada do jovem soberano aceitou o pedido, mas não pôde dizer uma palavra. Sabia que, se o fizesse, causaria a morte dos seus onze irmãos. Realizou-se o casamento com grande pompa. O rei supunha que a sua linda esposa fosse muda e por isso redobrava em seus carinhos para com a moça.

Tinha pena da sua triste situação. E Lúcia cada vez amava mais o rei e lamentava não lhe poder contar a sua triste história. A moça já tinha tecido várias túnicas, quando lhe faltou urtiga. Sabia que só podia encontrá-la no cemitério e, numa noite de luar, para lá se dirigiu. Mas houve alguém que a viu sair do palácio e a seguiu. Era um fidalgo que odiava a rainha, pois pretendia ver a filha no trono. Por isso, quando viu a rainha entrar no cemitério, foi avisar ao rei, dizendo-lhe que a rainha talvez fosse uma feiticeira.

O soberano ficou muito triste e resolveu vigiai a esposa. Dias depois, tendo faltado, de novo, a urtiga, Lúcia tornou a ir ao cemitério. Mas desta vez, foi seguida pelo rei e outras pessoas. Viram-na aproximar-se de um túmulo, onde algumas harpias estavam devorando um cadáver. O rei não quis ver mais, julgando que a sua esposa era também uma bruxa repugnante. Como não podia falar Lúcia não pôde defender-se e, por isso, foi condenada a morrer na fogueira. Quando os onze príncipes souberam disso, já era véspera da morte da irmã. Correram ao palácio para falar ao rei.

Os guardas disseram que não podiam acordar Sua Majestade. Os rapazes insistiram, suplicaram, ameaçaram e já se dispunham a lutar com a guarda real, quando romperam os primeiros raios de sol. Os príncipes desapareceram, e viu-se um bando de cisnes esvoaçando, desesperadamente, por cima das torres do palácio.

Dias depois, tendo faltado, de novo, a urtiga, Lúcia tornou a ir ao cemitério. Chegou a hora da execução de Lúcia. A multidão enchia a praça principal da cidade. Daí a pouco, surgiu a moça numa velha carroça. Estava pálida e abatida, mas seus dedos trabalhavam sem cessar. Já tinha, ao seu lado, dez túnicas prontas. Só faltava uma!

O carrasco quis jogar fora as túnicas, mas a moça olhou para êle com um ar tão suplicante que o homem não pôde recusar-lhe o último favor. A multidão, porém, cobriu-a de injúrias e avançou para despedaçar as túnicas. Nesse momento, surgiram, fazendo grande bulha, onze cisnes lindíssimos, que começaram a dar bicadas terríveis nas pessoas que queriam atacar a carroça. Enquanto isso, a moça não parava de trabalhar.

Finalmente, ficou pronta a última túnica. Na ocasião em que o carrasco ia atirar Lúcia na fogueira, os onze cisnes se aproximaram para se despedir da irmã. Ela jogou, então, sobre eles as túnicas de urtiga. No mesmo instante, se transformaram em onze príncipes de uma beleza deslumbrante. Estava quebrado e encanto!— Agora já posso falar.

Estou inocente! Exclamou a moça. E contou ao rei, que estava presente, a sua história. A pena de morte foi logo revogada. O rei ficou louco de alegria e cobriu a esposa de beijos e abraços. Houve muitas festas no reino. E a todas assistiram os onze príncipes, que passaram a morar no palácio, junto de sua querida irmã.
Fonte: Contos Maravilhosos – Theobaldo Miranda Santos, Cia Ed.

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Os cisnes silvestres – versão em espanhol

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DE PROFUNDIS

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DE PROFUNDIS, 2007

Do gênio das histórias em quadrinhos Miguelanxo Prado, uma belíssima animação que levou 4 anos para ser realizada – foram mais de 10 mil quadros pintados a mão por Prado e posteriormente animados. Durante navegação, um pescador afunda no oceano e, junto de sereias e seres marinhos, nada em direção da música distante de uma linda mulher.

Era uma vez uma casa no meio do mar, onde uma mulher melancolicamente tocava violoncelo. Ela estava à espera do seu amante, um artista que sempre quis ser um marinheiro para que pudessem ir para o mar com as águas-vivas, as estrelas do mar e as espécies multi-coloridas que sonhou nas suas pinturas. O seu fascínio pelo mar levou-o a empreender uma jornada para descobrir a beleza emocionante dos mistérios das profundezas, após a qual nenhum dos dois tinha a certeza se se encontrariam novamente.

“De Profundis é um poema visual e musical. É também uma história de amor que é estranha e fantástica. E é uma viagem criativa de um pintor, um jogo de metáforas. É uma homenagem ao mar, com as suas qualidades reais mítica “.

Miguelanxo Prado é um artista de La Coruña. Ele é um dos mais conhecidos e importantes autores de banda desenhada europeus. Desde o início dos anos 80, a sua obra, incluindo ilustrações, pintura e animação convencional, tem viajado o mundo. Os seus mais de 30 livros foram traduzidos para várias línguas e têm recebido vários prémios. “De Profundis” não é sua primeira experiência audiovisual, mas vem no seguimento da sua participação especial na série de animação”Men in Black”.

DE PROFUNDIS, 2007 [Sem Diálogos] de Miguelanxo Prado

 Capa http://1.bp.blogspot.com/_VEGy5cOQ71I/TMa20klfZuI/AAAAAAAADGY/s-iv-e2fnRc/s1600/De+Profundis.JPG  

Titulo Original: De Profundis

Gênero: Animação e Musical

Duração: 80 min.

Origem: Espanha e Portugal

Ano: 2007

Estreia: 13 de Novembro de 2009

Direção: Miguelanxo Prado

Roteiro: Miguelanxo Prado

Distribuidora: Europa Filmes

Duração: 76 minutos

Idioma: Nenhum diálogo

País: Portugal / Espanha

Vídeo: 624×352 AVI, DVDRip

Áudio: Stereo MP3 de 128 kbps

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0482925/


Links para download:

De Profundis
Emule: ed2k://|file|De%20Profundis%20(Spanish)%20DVDRIP%20Xvid-Mp3%20(Centraldivx.com).avi|734117888|7A482139BA7A681E7601097F9D98A8B6|/
OU

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Crítica http://moviesense.wordpress.com/2009/11/08/de-profundis/  



Rosa Branca e Rosa Vermelha

ROSA-BRANCA

E

ROSA-VERMELHA

Uma pobre viúva vivia isolada numa pequena cabana. Em seu jardim havia duas roseiras: em uma florescia rosas brancas, e, na outra, rosas vermelhas. A mulher tinha duas filhas que se pareciam com as roseiras: uma chamava-se Rosa-Branca; a outra Rosa Vermelha. As crianças eram obedientes e trabalhadeiras. Rosa-Branca era mais séria e mais meiga que a irmã. Rosa Vermelha gostava de correr pelos campo: Rosa-Branca preferia ficar em casa ajudando a mãe. As duas crianças amavam-se muito e quando saíam juntas, andavam de mãos dadas…

Snow White and Rose Red by Colleen Voet

Elas passeavam sozinhas na floresta, colhendo amoras. Os animais não lhes faziam mal nenhum e se aproximavam delas sem temor. Nunca lhes acontecia mal algum. Se a noite as surpreendia na floresta elas se deitavam na relva e dormiam.

Uma vez, passaram a noite na floresta e, quando a aurora as despertou, viram uma linda criança, toda vestida de branco sentada ao seu lado. A criança levantou-se, olhou com carinho para elas e desapareceu na floresta.
Darstellung von Alexander Zick

Então viram que tinham estado deitadas à beira de um precipício e teriam caído nele se houvessem avançado mais dois passos na escuridão. Contaram o fato à mãe que lhes disse ser provavelmente o anjo da guarda que vigia as crianças.

As meninas mantinham a choupana da mãe bem limpa. Durante o verão, era Rosa-Vermelha que tratava dos arranjos da casa e no inverno, era Rosa-Branca. Á noite, quando a neve caía branquinha e macia, Rosa-Branca fechava os ferrolhos da porta.

À noite sentavam perto da lareira e enquanto a mãe lia em voz alta num grande livro as mãozinhas das meninas fiavam; aos pés delas, deitava-se um cordeirinho, e atrás, em cima do poleiro, uma pomba muito branca dormia com a cabeça entre as asas.

Uma noite, quando estavam assim tranqüilamente, ouviram bater à porta e a mãe mandou Rosa-Vermelha abrir a porta pois devia ser alguém procurando abrigo.

Ao abrir a porta Rosa-Vermelha … um enorme urso que meteu a grande cabeça … através da abertura da porta. Ela soltou um grito e correu para o quarto; o cordeirinho pôs-se a balir, a pomba a voar, e Rosa-Branca se escondeu atrás da cama da mãe.

-Não tenham medo, – falou o urso – Estou gelado me deixem aquecer perto da lareira.

-Pobre animal, disse a mãe, – chega perto do fogo, mas cuidado para não se queimar.

Então a mãe chamou as meninas. Elas voltaram e, pouco a pouco, aproximaram-se o cordeirinho e a pomba, sem medo.

-Meninas, disse o urso –por favor tirem a neve que tenho nas costas!

As meninas pegaram a vassoura e limparam o seu pelo; em seguida, o urso estendeu-se diante do fogo, grunhindo satisfeito. Não demorou muito, ela puseram-se a brincar com ele. Puxavam o pelo com as mãos, trepavam nas suas costas ou batiam nele com uma varinha de nogueira. Ele só reclamou quando elas se excederam.

- Rosa-Vermelha e Rosa-Branca, ele disse – tratem o pretendente como se deve!

Quando chegou a hora de dormir e as meninas foram deitar-se, a mãe disse ao urso:

-Fique perto do fogo e você estará ao abrigo do frio e do mau tempo.

Logo que amanheceu, as meninas abriram a porta ao urso e ele se foi para a floresta, trotando sobre a neve. A partir desse dia, ele voltou todas as noites, à mesma hora. Estendia-se diante do fogo e elas brincavam com ele.

Chega a primavera e tudo se cobre de verde, então o urso disse a Rosa-Branca que tinha que ir embora e não voltaria durante o verão, pois tinha que proteger seus tesouros dos maus anões. No inverno eles permaneciam nas tocas; mas quando o sol derrete a neve eles saem e roubam tudo o que podem; escondendo em suas cavernas.

Ela ficou muito triste e quando abriu a porta para o urso passar, ele esfolou a pele na lingüeta da fechadura, e Rosa-Branca viu o brilho de ouro, mas não teve certeza.

Algum tempo depois, a mãe mandou as meninas apanharem gravetos na floresta. Lá chegando, viram uma árvore caída ao solo, e no tronco, entre a relva, qualquer coisa se agitava, pulando de um lado para o outro. Ao se aproximaram, viram um anão de rosto acinzentado, envelhecido e enrugado, com uma barba branca muito comprida. A ponta da barba estava presa numa fenda da árvore. Ao vê-lo Rosa-Vermelha perguntou como sua barba ficara presa na árbores.

-Sua estúpida!- respondeu o anão; – eu quis partir esta árvore para ter lenha miúda na cozinha, porque, com pedaços grandes, o pouco que pomos nas panelas queima logo; nós não precisamos de tanta comida como vocês, gente estúpida e glutona! Tinha introduzido a minha cunha no tronco, mas a maldita madeira é muito lisa, a cunha saltou e a árvore fechou-se tão depressa prendendo minha linda barba. Riem suas bobonas!

As meninas fizeram muitas força para livrar o homenzinho, mas não conseguiram desprender a barba, então Rosa-Vermelha disse que precisariam de ajuda.

-Suas burras, – estrilou o anão, – Chamar mais gente? Não podem ter uma idéia melhor?

-Não fique nervoso, – disse Rosa-Branca. – Vou resolver isto.

Tirou do bolso uma tesourinha e cortou a ponta da barba. Ao se ver livre, o anão agarrou um saco cheio de ouro oculto nas raízes da árvore e, pôs às costas, sem agradecer, saiu resmungando:

-Suas brutas! Cortaram-me a ponta de minha barba! O diabo que vos recompense!

Passado algum tempo, Rosa-Branca e Rosa-Vermelha foram pescar peixes para o jantar. Quando chegaram perto do rio, viram uma espécie de gafanhoto grande saltitando à beira d’água. Correram até lá e reconheceram o anão.

Rosa-Vermelha perguntou; – você não quer se jogar na água?

-Não sou tão burro! – gritou o anão. – É esse maldito peixe que me arrasta para a água.

Para pescar o anão lançou a linha, mas o vento enroscou sua barba na linha e, nesse momento, um grande peixe mordeu a isca do anzol e suas forças não eram suficientes para mantê-lo fora da água, mesmo agarrando-se aos ramos.

As meninas seguraram o anão para desembaraçar sua barba, mas foi necessário usar mais uma vez à tesourinha e cortar outro pedaço da barba. Ele gritou, zangado:

-Isso é modo, suas patas chocas, de desfigurar a cara de uma pessoa? Já não bastava cortarem minha barba da outra vez, agora cortaram a parte mais bonita!

Pegando um saco de pérolas, escondido numa touceira ele sumiu atrás de uma pedra.

Pouco tempo depois, a mãe mandou as meninas à cidade comprar linha, agulhas, cordões e fitas. O caminho serpeava por uma planície de rochedos. Lá viram um grande pássaro pairando no ar, que depois de descrever um círculo cada vez menor, foi descendo, até cair sobre um rochedo não muito distante. No mesmo instante ouviram um grito.

Correram e viram com horror que a águia segurava nas garras o seu velho conhecido, o anão, e se dispunha a carregá-lo pelos ares. As meninas seguraram o anão com todas as forças, e puxa de cá e puxa de lá, por fim a águia teve de largar a presa. Quando o anão voltou a si do susto, gritou-lhes com voz esganiçada:

-Não podem me tratar com mais cuidado? Estragaram o meu casaco! Suas, palermas!

Depois pegou um saco cheio de pedras preciosas e deslizou para dentro da toca, entre os rochedos.Sem se incomodar com sua ingratidão, elas foram pra cidade.

Ao regressarem pela floresta, elas surpreenderam o anão, que tinha despejado o saco de pedras preciosas num lugar limpinho. Os raios do sol caiam sobre as pedras, fazendo-as brilhar tanto, que as meninas, deslumbradas, pararam para as admirar.

-Que fazem aí de boca aberta? – berrou o anão; seu rosto acinzentado estava vermelho de raiva. Ia continuar xingando, quando se ouviu um grunhido surdo e, um enorme urso negro saiu da floresta.

O anão deu um pulo de medo, mas não teve tempo de alcançar um esconderijo: o urso cortou-lhe o caminho. Então ele implorou:

-Querido urso eu lhe darei todos os meus tesouros! Deixe eu viver! Você nem me sentirá entre seus dentes. Pegue essas duas meninas gordinhas para o seu estômago!

O urso não ouviu suas palavras; deu-lhe uma forte patada que o estendeu no chão.

As meninas fugiram, mas o urso chamou os seus nomes e elas reconheceram a sua voz e pararam. Quando o urso as alcançou, caiu a sua pele e, surgiu um formoso rapaz, todo vestido de trajes dourados.

-Sou filho de poderoso rei, – disse ele – este anão mau me condenou a vagar pela floresta sob a forma um urso depois de ter roubado os meus tesouros e só com sua morte eu poderia me libertar.

Rosa-Branca, pouco tempo depois, casou com o príncipe e Rosa-Vermelha com seu irmão. Partilharam, entre todos, os tesouros que o anão tinha acumulado na caverna e a velha mãe viveu ainda muitos anos tranqüila e feliz junto de suas queridas filhas e as duas roseiras que foram plantadas diante da janela dos seus aposentos. E todos os anos elas continuaram a dar as mais lindas rosas brancas e vermelhas.

by ~AkaiSoul

Branca de Neve

Conto dos irmãos Grimm. Variação do conto de Branca de Neve e os Sete anões.

Branca de Neve e Rosa Vermelha (VR), (ML1) e (CL); Branca de Neve e Rosa-Vermelha (IS6); Alva-neve e Rosa-Rubra (PA); Rosa Branca e Rosa Vermelha (MF)

Schneeweißchen (conhecido no Brasil como Branca de Neve e Rosa (de) Vermelha), A Rosa Vermelha e o Cravo Branco ou Branca de Neve e Vermelha de Rosa é uma versão ligeiramente adaptada do original que foi publicada por Ludwig Bechstein em 1845 no seu livro Deutsches Märchenbuch.

*Para mim é outra história completa e diferente da de Branca de Neve e os sete anões.

Dedoches moldes

http://www.spoonflower.com/fabric/238329

 Como fazer os moldes para a história [Em Inglês]

http://castleofcostamesa.com/puppet-stories/preparation-of-snow-white-and-rose-red-puppet-show

Teatro / Dramatização

http://www.artesocial.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=152:rosa-branca-e-rosa-vermelha&catid=18:pecas-de-teatro&Itemid=44


Livro para ler em inglês

http://www.childrenslibrary.org/icdl/BookReader?bookid=___snow_00361884&twoPage=false&route=advanced&size=0&fullscreen=false&pnum1=1&lang=English&ilang=Portuguese

Algumas imagens para colorir

http://www.schlaufuechse.de/downloads/schneew_rosen.gif

http://www.schlaufuechse.de/downloads/schneew_rosen2.gif

http://4.bp.blogspot.com/_LopcFSPyKs0/Sq4ZwAaHABI/AAAAAAAAAOk/VDdkjxJ-PFc/s1600/schneewei%C3%9Fchen+und+rosenrot.jpg

HQ Grimm Fairy Tales 23 e 24 – [Enfoque adulto]

In
http://hqs-tocadolobo-grimmfairytales.blogspot.com.br/2012/01/grimm-fairy-tales-serie-mensal-completa.html


Quando as crianças fazem Uau!

Quando as crianças fazem UAU

Quando as crianças fazem UAU 2

I Bambini fanno OHH

Vídeos [Clique nos títulos]

Quando as crianças fazem Uau!

de

Giuseppe Povia

Quando as crianças fazem Uau, tem um ratinho!
Quando as crianças fazem Uau, tem um cachorrinho!…
Tem uma coisa que eu sei
que nunca mais irei rever
é um lobo mau que dá um
beijinho num carneirinho…

E as crianças fazem
Ei, me dá a mão,
porque me deixa só?
Sem ajuda de ninguém,
sem qualquer um, ninguém
pode virar um homem

Uma boneca ou robô,
talvez, talvez brinquem um pouco,
mas com o dedinho, em alta voz
ao menos eles, é, fazem as pazes
E cada coisa nova é uma surpresa
até quando chove,
E as crianças fazem: Uau, olha que chuva!

Quando as crianças fazem Uau!
Que maravilha! Que maravilha!
Mas que bobo veja só, olha só!
Eu me envergonho um pouco.
Já não sei mais fazer “Uau!”
e fazer tudo como eu quero.
Porque as crianças falam sempre,
falam tudo, tudo que pensam.

As crianças são muito sinceras
mas têm tantos segredos, como poetas…
E as crianças se ocupam com a fantasia
E com poucas mentiras
oh mamma mia, bada.
Mas tudo é claro e transparente
Quando um adulto chora as crianças fazem:
“Ei! você fez um dodói, a culpa é tua!”

Quando as crianças fazem Uau!
Que maravilha, que maravilha!
Mas que bobo veja só, olha só!
Eu me envergonho um pouco.
Já não sei mais fazer “Uau!”,
Não brinco mais numa gangorra,
Não tenho a chave que abre a porta
dos nossos sonhos…

Lá, lá, lá, lá, lá…

Enquanto os chatos fazem: Éh!
Enquanto os chatos fazem: Ah!
Enquanto os chatos fazem: bôooo!
Tudo fica igual!
Mas se as crianças fazem Uau, uau!
Ei, basta uma vogal!

Eu me envergonho um pouco,
E os adultos fazem NÃO!
Eu peço abrigo, eu peço abrigo,
como os leões eu quero andar engatinhando
Cada um é perfeito e iguais na cor…
E viva os loucos que perceberam o que é amor!
É tudo uma história de estranhas palavras
que eu não entendo…

Quero voltar a fazer Uau!
Quero voltar a fazer Uau!
Porque as crianças falam sempre,
falam tudo, tudo que pensam…

Download

http://www.4shared.com/audio/rfptsqld/Giuseppe_Povia_-_Quando_as_Cri.htm

Versão Original

Quando I Bambini Fanno OOH!

Quando i bambini fanno “oh” c’è un topolino
Mentre i bambini fanno “oh” c’è un cagnolino
Se c’è una cosa che ora so’
ma che mai più io rivedrò
è un lupo nero che da un bacino (smack)
a un agnellino

tutti i bambini fanno “oh”
dammi la mano
perchè mi lasci solo,
sai che da soli non si può,
senza qualcuno,
nessuno
può diventare un uomo

Per una bambola o un robot bot bot
magari litigano un po’
ma col ditino ad alta voce,
almeno loro (eh)
fanno la pace

Così ogni cosa è nuova
è una sorpresa
e proprio quando piove
i bambini fanno “oh”
guarda la pioggia

Quando i bambini fanno “oh”
che meraviglia, che meraviglia!
ma che scemo vedi però, però
che mi vergogno un po’
perchè non so più fare “oh”
e fare tutto come mi piglia,
perchè i bambini non hanno peli
ne sulla pancia
ne sulla lingua

i bambini sono molto indiscreti
ma hanno tanti segreti
come i poeti
nei bambini vola la fantasia e anche qualche bugia
oh mamma mia, bada!
ma ogni cosa è chiara e trasparente
che quando un grande piange
i bambini fanno “oh”
ti sei fatto la bua
è colpa tua

Quando i bambini fanno “oh”
che meraviglia, che meraviglia!
ma che scemo vedi però,però
che mi vergogno un po’
perchè non so più fare “oh”
non so più andare sull’altalena
di un fil di lana non so più fare una collana

….nananananananananana….

finchè i cretini fanno(eh)
finchè i cretini fanno(ah)
finchè i cretini fanno “boom”
tutto il resto è uguale
ma se i bambini fanno “oh”
basta la vocale
io mi vergogno un po’
ivece i grandi fanno “no”
io chiedo asilo
io chiedo asilo
come i leoni
io voglio andare
a gattoni…

e ognuno è perfetto
uguale è il colore
evviva i pazzi che hanno capito cos’è l’amore
è tutto un fumetto di strane parole
che io non ho letto
voglio tornare a fare “oh”
voglio tornare a fare “oh”
perchè i bambini non hanno peli ne sulla pancia
ne sulla lingua…

Download

http://www.4shared.com/mp3/3kawEkDM/Giuseppe_Povia_-_Quando_As_Cri.html

**

http://www.4shared.com/mp3/EQi0hjgr/Kinder_Ovo_-_Giuseppe_Povia_-_.html

***

http://www.4shared.com/mp3/rfptsqld/giuseppe_povia_-_quando_as_cri.html

Fotografia de Stock Royalty Free: A vida vale a pena viver

Giuseppe Povia



A Dama e o Leão de Jacob e Wilhelm Grimm

 

- A Dama e o Leão - 

ou A Cotovia

Texto de Jacob e Wilhelm Grimm

Versão do conto francês La Belle et la Bête (A Bela e a Fera) de Gabrielle-Suzanne Barbot

Era uma vez um cidadão de Cracóvia que, tendo de partir para longa viagem, reuniu ao seu redor as filhas e perguntou-lhes que presentes queriam à sua volta.

A mais velha manifestou o desejo de possuir pérolas, a do meio pediu brilhantes, e a mais moça exclamou:
– Querido papai, eu queria uma cotovia que cante e que dance.

O pai pensou um momento e depois respondeu:
– Se eu conseguir encontrá-la, trá-la-ei de boa vontade.

Preparando-se para voltar da sua viagem, tinha já comprado as pérolas e os brilhantes para as duas irmãs mais velhas, mas não lhe fora ainda possível encontrar a cotovia pedida pela caçula.
O bom homem estava bastante triste, porque a filha mais moça era a sua preferida e ele teria feito de boa vontade qualquer sacrifício para contentá-la.
Chegando em frente a um castelo situado no meio da floresta, parou e, levantando o olhar, avistou em cima de uma árvore uma cotovia que cantava e saltitava.

Satisfeito com aquela descoberta, ordenou ao seu criado que subisse a árvore e se apoderasse do pássaro. Mas, exatamente quando o criado ia estender a mão para a avezinha, chegou um leão que começou a rugir com tanta força que fez tremer a copa da árvore.

- Quem ousa tentar roubar a minha pequena cotovia, que salta e dança? – gritou – Devorarei o temerário.

- Ignorava que este pássaro fosse de tua propriedade – disse o homem. Só pretendia dá-lho de presente a minha filha caçula. – Mas para remediar o meu erro, dar-te-ei muito ouro e espero que não me devores.

by Annie Leibovitz

- Agora já é tarde demais – afirmou o leão -. Se quiseres salvar-te, terás de prometer-me que me entregarás a primeira criatura que encontrares, mal entre em casa. Só com esta condição te concedo a vida e te dou a cotovia para a tua filha mais moça.
A estas palavras o homem começou a tremer, porque lhe faltava coragem para fazer semelhante promessa. Ele sabia que a sua adorada filha mais moça era sempre a primeira a correr ao seu encontro.

Mas o criado, que estava meio morto de medo, aconselhou-o a aceitar a proposta do leão, dizendo-lhe:

Por que haveria de vir ao seu encontro exatamente a sua filha mais moça? Não poderia muito bem ser o cão ou o gato?

O homem hesitou ainda um momento, e depois se deixou convencer; pegou na cotovia que cantava e dançava, e em seguida prometeu ao leão que lhe traria a primeira criatura que encontrasse ao chegar a casa.

Mas a primeira pessoa que lhe correu ao encontro, saltando-lhe ao pescoço, beijando-o e abraçando-o, foi justamente a filha mais moça que, vendo a cotovia, deixou escapar um grito de alegria.

O pobre pai não podia compartilhar da sua alegria e começou a chorar desconsoladamente.

- Minha querida filha, tu não sabes como me custou cara esta cotovia! Para conseguir a sua posse tive de dar a minha palavra de que te entregaria a um terrível leão, que certamente te devorará.

Depois, contou tudo o que lhe acontecera, suplicando-lhe que não fosse à floresta onde a esperava o leão.

Mas a moça fez-se de corajosa e quis consolá-lo.

- Querido papai, é preciso que o senhor mantenha a palavra que deu. Irei ao encontro do leão, e conseguirei domá-lo, de maneira que me deixe voltar sã e salva.

E, na manhã seguinte, antes que despontasse a aurora, abraçou o pai e dirigiu-se em seguida a floresta.

Contudo, o leão era filho de um rei, transformado em fera por obra de um encantamento e, durante a noite, retomava a sua figura humana de belíssimo jovem.

Quando encontrou a moça, acolheu-a com muita alegria e conduziu-a ao castelo. Na noite seguinte se casaram, e por muito tempo viveram felizes, dormindo durante o dia e velando à noite.

Uma noite, voltando ao castelo, o leão disse a jovem esposa:

- Soube que amanhã haverá uma grande festa em casa de teu pai, porque se casa a tua irmã mais velha. Se quiseres ir lá, os meus leões te acompanharão.

Contente por poder rever o pai e as irmãs, a moça aceitou com grande entusiasmo e agradeceu ao esposo aquela gentil lembrança.

Quando chegou à casa paterna, juntamente com os leões, foi acolhida com indizível alegria, porque todos já a tinham chorado por morta. Durante o jantar do casamento contou tudo o que lhe acontecera e, acabada a festa, voltou ao castelo.

Veio o dia em que se casou também a outra irmã e ela foi convidada para a boda.
– Desta vez quero ir à tua companhia – disse ela ao marido.

O leão fez-lhe notar que isso seria muito perigoso para ele, porque se um raio de luz artificial tocasse no seu corpo, ele se transformaria em uma pomba pelo período de sete anos, durante os quais seria obrigado a voar juntamente com os passarinhos. – Mas eu saberei proteger-te – insistiu a esposa -; farei de maneira que nenhum raio de luz artificial pouse em ti, e assim não serás transformado em pomba.

O leão não pode recusar-se a acompanhá-la e foram, ambos a festa, levando consigo o filhinho que a essas alturas já tinha nascido. Durante o dia, ela fez construir paredes defronte das janelas do aposento onde o leão se refugiaria, mal se acendessem as primeiras luzes para celebrar as núpcias ele já estava no aposento. Mas a porta, que era de madeira muito verde, rachou, e ninguém percebeu a fenda, porque era invisível.

Depois da celebração do casamento, o cortejo passou defronte do quarto onde se encontrava o leão e a luz dos archotes penetrou pela fenda, pousando sobre o leão, que ficou logo transformado em pomba.
Quando a moça abriu a porta para chamar o leão, viu uma pomba branca que voava pelo aposento e que lhe disse:

- Durante sete anos terei de voar pelo mundo. Mas, se quiseres libertar-me, eu deixarei cair de sete em sete passos uma gota de sangue e uma pena, e assim poderás seguir a minha pista.

Dito isto, a pomba levantou vôo e a moça começou a segui-la, percorrendo o caminho marcado pelas gotas de sangue e pelas cândidas penas. Durante quase sete anos ela caminhou assim pelo mundo, sem se importar com o cansaço.

Pensando na próxima libertação do esposo, experimentava grande satisfação, mas não podia imaginar quantas dificuldades a esperavam ainda.

Em certo momento, as penas e as gotinhas de sangue cessaram de cair. Ela ergueu a vista para o céu, e não viu mais a pomba.
Convencida de que os homens não poderiam ajudá-la a encontrar a pomba desaparecida, a moça subiu ao Sol, e disse-lhe:

- Tu que iluminas os mais recônditos recantos da terra e resplandeces sobre todo o universo, dize-me: terás por acaso visto uma pomba toda branca que estava seguindo?

- Não – respondeu o Sol -. Não a vi, mas quero fazer-te presente deste cofrezinho que abrirás quando te achares em algum grave embaraço. Ela pegou no cofrezinho, agradeceu ao Sol e retomou o caminho até que, tendo caído à noite, viu aparecer a Lua no meio do firmamento.

- Diga-me, cara Lua, tu que resplandeces sobre a terra nas horas de escuridão, não viste uma pomba toda branca?

- Não. Mas quero dar-te este ovo, que deverás quebrar somente em um momento de grande embaraço.

Agradecendo a Lua, a moça pôs-se de novo a caminho e, pouco depois, encontrou o vento da noite e perguntou-lhe:

- Tu que agitas as copas das árvores e fazes ondear a relva dos prados, dize-me: não viste por acaso uma pomba toda branca?
– Não – respondeu o vento -. Não a vi. Mas vou perguntar aos três ventos meus companheiros se sabem alguma coisa dela.

O vento do leste e o vento do este não tinham avistado a pomba branca, mas o vento sul, que foi o último a chegar, disse: – Eu a vi quando voava sobre o Mar Vermelho; mas depois se transformou em leão, – porque já se tinham passado os sete anos -, e agora luta com um dragão que é a filha de um rei.

Então o vento da noite se voltou de novo para a moça, dizendo-lhe:

- Se queres aceitar um conselho meu, dirige-te imediatamente a margem esquerda do Mar Vermelho, onde encontrarás grossas canas de bambu; conta-as com atenção e corta a undécima, que é a maior e a mais robusta e com a qual baterás fortemente no dragão, de modo que o leão possa sair vitorioso da luta. Então os dois retomarão as suas figuras humanas e tu olharás à tua volta, avistando o velho pássaro que vive nas margens do Mar Vermelho e sobre as costas do qual saltarás imediatamente, com teu esposo.

Ele vos levará ao vosso castelo, mas, como não teria forças para atravessar o mar, deverás atirar às ondas esta noz, a qual se transformará por encanto em uma grande árvore sobre a qual o velho pássaro poderá repousar. Tem presente que se te esqueceres de deixar cair à noz, tu e teu esposo perecerão afogados nas águas do mar.

A moça seguiu minuciosamente os conselhos do vento da noite, mas quando o leão e o dragão retomaram as suas formas humanas, a princesa desencantada se apoderou do jovem e o obrigou a pular sobre as costas do pássaro que ergueu vôo em direção ao mar, sem dar tempo à moça de fazer qualquer outra coisa.

A pobre jovem, que tanto caminhara e sofrera para encontrar o esposo, deixou-se cair por terra e começou a chorar e a desesperar-se. Mas depois recobrou a coragem e disse, tornando a levantar-se:
– Quero caminhar ainda, enquanto o vento soprar, enquanto o galo cantar, até encontrar o meu amado esposo.

E em seguida tornou a pôr-se a caminho e, dando volta ao mundo, chegou ao palácio onde vivia o príncipe com a princesa, que estavam juntamente preparando os seus esponsais.

Então a moça abriu o cofrezinho que lhe dera o Sol, e exclamou: – Sol, ajuda-me!

O cofre continha um magnífico vestido reluzente. Ela o vestiu e depois entrou no palácio.

Quando a princesa a viu, ficou tão entusiasmada por aquele vestido que manifestou o desejo de comprá-lo para vesti-lo no dia do casamento.

- Não o cederei por preço algum em dinheiro – respondeu a moça -. Se quiseres este vestido, deixa-me conversar esta noite com o teu noivo, em seu aposento. A princesa, desejosa de possuir o vestido resplandecente como o Sol, consentiu, mas fez ministrar ao príncipe um forte narcótico, para frustrar tanta conversação com ele.

A moça foi conduzida ao quarto do jovem, mas este já estava profundamente adormecido. Então exclamou:

- Segui-lo fielmente durante sete anos, estive com o Sol e com a Lua, pedi conselho aos quatro ventos e livrei-te do dragão. Como podes ter-me esquecido?

Enquanto ela falava, o príncipe continuava a dormir e tinha a impressão de escutar um sussurro de vento entre os ramos das árvores.

Quando despontou o dia, a moça foi conduzida para fora do quarto e acompanhada até a porta do castelo.

Então se sentou em um prado e começou a chorar, até que se lembrou do ovo que lhe dera a Lua, e o abriu.

Com grande espanto seu, viu sair dele uma galinha choca, de ouro, com seis pintinhos também de ouro, que se refugiaram sob as asas da mãe, piando.
Quando a princesa chegou à janela e viu a galinha e os seis pintinhos de ouro, gostou tanto deles que manifestou logo o desejo de possuí-los.

- Não os cederei por nenhuma recompensa em dinheiro – disse a moça -. Deixa-me visitar de novo o teu futuro esposo.

A princesa não pode deixar de aceitar, querendo possuir a todo custo à galinha e os pintinhos de ouro, mas ainda desta vez fez ministrar ao jovem um forte narcótico.

No entanto, aquela noite, o jovem perguntou ao criado o significado do murmúrio que ouvira na noite anterior entre os ramos das árvores. O criado contou-lhe a verdade, e ele recusou-se a beber o soporífero, fingindo tê-lo feito.

Chegada à noite, a moça foi conduzida mais uma vez ao quarto e recomeçou a contar ao esposo tudo o que fizera e sofrera por ele. De repente o jovem a reconheceu e se recordou da sua amada esposa que o ajudara a vencer o dragão.

- Somente agora me sinto libertado do encantamento – exclamou com alegria. -A filha do
rei me enfeitiçara e eu vivia com um sonâmbulo sem poder-me recordar de ti ou de qualquer coisa. Que Deus seja louvado!

by Ron Embleton

Na mesma noite resolveram fugir do castelo, para se subtraírem à vingança do pai da princesa, que era um terrível mago. O pássaro encantado os levou através dos mares, onde deixaram cair à noz, que se transformou em uma grande árvore, e poucos dias depois chegaram a sua casa, onde encontraram o filho, que era agora belíssimo menino.

88 Também publicada com os títulos: O castelo do leão (VR2); Uma andorinha que canta e pula (IS2); A dama e o leão (CL) e (BC). Título literal A cotovia que canta e pula – 425C

*Existe uma versão em Grimns Mangá

Download PDF http://www.botucatu.sp.gov.br/Eventos/2007/contHistorias/bauhistorias/a%20cotovia.pdf

Ou

http://www.4shared.com/document/5iWfVKKl/a_cotovia.html



Dia do Saci – Dia das bruxas – dia de Finados

Filmografia

Tema

Dia do Saci – Dia das bruxas – dia de Finados [Família]


A NOIVA CADÁVER – 2005

PARANORMAN

HOTEL TRANSILVANIA

A FAMÍLIA ADAMS

A BRUXA BOA

A CASA MONSTRO

ABRACADABRA – (Hocus Pocus, 1993) – Produzido pela Disney, o filme é um grande clássico do Halloween. A trama é focada na história de três bruxas, que ficaram trancadas em um livro por vários séculos até serem libertadas por três jovens, que visitam a casa das malvadas (exposta em uma espécie de museu) por uma simples travessura de Dia das Bruxas. Uma vez que as bruxas são libertadas, elas começam a unir crianças para poder atravessar o feriado e alcançar a juventude eterna, o que deve ser feito em menos de 24 horas.

A PRINCESA E O SAPO

A BRUXINHA E O DRAGÃO

A BELA ADORMECIDA

A CONVENÇÃO DAS BRUXAS

A FEITICEIRA

A LENDA DOS ANÕES MÁGICOS – 1959

A MORTE LHE CAI BEM – 1992

AS BRUMAS DE AVALON

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA [SAGA]

AS TERRÍVEIS AVENTURAS DE BILLY E MANDY

BIBI A BRUXINHA -

BILL E TED (BILL & TED’S BOGUS JOURNEY)

BUDDIES: A CASA MAL-ASSOMBRADA

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES

CHARLIE BROWN E A GRANDE ABÓBORA

CORALINE E O MUNDO SECRETO

CONVEÇÃO DAS BRUXAS -

DA MAGIA A SEDUÇÃO – 1998

DEU À LOUCA NOS MONSTROS

DESVENTURAS EM SÉRIE

EDWARD MÃOS DE TESOURA (EDWARD SCISSORHANDS)

ENCANTADA

ENROLADOS [RAPUNZEL] -

EU E MEU GUARDA-CHUVA -

FANTASIA [DISNEY]

FANTASMAS A SOLTA (MOSTLY GHOSTLY) – 2008

FEITIÇO DO TEMPO – 1993 – Um repórter que cobre o clima (Bill Murray) é enviado para uma pequena cidade para cobrir uma festa local. Isso acontece há anos, e ele não esconde sua frustração com tal serviço. Mas algo mágico acontece: os dias estão se repetindo, sempre que ele acorda no hotel é o mesmo dia da festa. Agora somente mudando seu caráter é que ele terá chance de seguir em frente na vida. Antes disso, claro, ele aproveita a situação a seu favor, mas logo descobre o amor com sua colega de trabalho, para quem sempre foi mal humorado.

FEITIÇO DA LUA – 1987 -

GASPARZINHO

GIRASONHOS “OLHA QUE EU VI”

HARRY POTTER [SAGA]

HALLOWEEN: IT´S THE GRINCH NIGHT – Depois do sucesso de Como o Grinch Roubou o Natal, Dr. Seuss lançou, em meados de 1970, o livro Halloween: It´s The Grinch Night. Sucesso nas prateleiras, não demorou para que a obra fosse transformada em um curta-metragem de animação e transportado para as telas. Aqui, o vilão Grinch comemora o Halloween e sai na vizinhança para assustar os habitantes do floco de neve. No entanto, um menino está preparado para impedi-lo.

HUI-BUH

JURO QUE VI [Coleção de vídeos do folclore]

KRULL – 1983

LÁ VEM HISTÓRIA (DVDs quadrilogia]

DVD LENDAS BRASILEIRAS – 2008

MANSÃO MAL-ASSOMBRADA

MONSTROS S.A

O ESTRANHO MUNDO DE JACK – Nesta obra-prima de Tim Burton, o diretor consegue reunir duas das mais famosas datas do mundo: o Halloween e o Natal. Jack é uma espécie de espectro que vive na cidade do Halloween. Cansado de sua rotina, ele parte em uma jornada e conhece a cidade do Natal, se encantando pelo clima, mas ainda incapaz de entender o verdadeiro valor da data.

O HALLOWEEN DE GARFIELD – Mais do que nos filmes de terror, são nas animações infantis que o Dia das Bruxas fica mais presente. Em O Halloween de Garfield, o gato gordo começa a assustar todos os seus amigos e animais vizinhos até que, por uma brincadeira sem explicação, acaba parando em uma casa mal-assombrada, repleta de fantasmas e personalidades históricas. O filme foi lançado junto a um especial de Natal e outro de Ação de Graças nos Estados Unidos. Vendido em um único DVD, a produção teve bons lucros e até hoje tem exibições nos canais infantis, inclusive do Brasil.

O MUNDO ENCANTADO DA GIGI -

OS CAÇA-FANTASMAS (Ghostbusters ─ EUA, 1984)
Comédia. Quatro parapsicólogos que estudam fantasmas vêem suas pesquisas canceladas e resolvem abrir uma agência para combater assombrações. Armados com parafernálias, eles saem às ruas de Nova York em busca dos fantasmas que aterrorizam a cidade. Mas as coisas ganham novas proporções quando encontram um portal para outra dimensão, onde está uma terrível força maligna que ameaça tomar conta do mundo.
Diretor: Ivan Reitman
Elenco: Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Harold Ramis, Rick Moranis.
Roteiro: Dan Aykroyd, Harold Ramis e Peter TorokveiSpooky

OS IRMÃOS GRIMM -

OS FANTASMAS DE SCROOGE

OS FANTASMAS SE DIVERTEM

OS FANTASMAS TRAPALHÕES

O MAGICO DE OZ -

OS TRAPALHÕES NA TERRA DOS MONSTROS

POÇÃO Nº 09 -

PONTE PARA TERABITIA

SCOOBY-DOO

SABRINA, APRENDIZ DE FEITICEIRA -

SETE FACES DO D.º LÓ – 1964

SIMÃO, O FANTASMA TRAPALHÃO

STARDUST O MISTÉRIO DA ESTRELA – 2007

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – O SACI

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – A CUCA

THE PAGESMASTER O MESTRE DA FANTASIA – 1994 -

WILLOW NA TERRA DA MÁGIA -

XUXA E OS DUENDES NO CAMINHO DAS FADAS – 2002

XUXA ABRACADABRA – 2003



João do Vale, por Ferreira Gullar

João do Vale, por Ferreira Gullar

Devo dizer que considero João do Vale uma das figuras mais importantes da música popular brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente se deu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular. Isso se deve ao fato de que João do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Vale se tornou um nome nacional, já tinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no sul ninguém ainda ouvira falar nele. Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mas quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir, ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra. Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que reside a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros, mas na memória e no coração dos artistas do povo.

 [FERREIRA GULLAR – 1977]

EM: Nova História da Música Popular Brasileira.


 João do Vale

Todos Cantam Sua Terra

João do Vale – João Batista do Vale

Música na voz de Aldair Soares

http://www.4shared.com/audio/tafw5LQz/Aldair_Soares_-_Todos_Cantam_a.html

 

Todo mundo canta sua terra
Eu também vou cantar a minha
Modéstia à parte seu moço
Minha terra é uma belezinha

A praia de olho d’água
Lençóis e Araçagi
Praias bonitas assim
Eu juro que nunca vi

Minha terra tem beleza
Que em versos não sei dizer
Mesmo porque não tem graça
Só se vendo pode crer

Acho bonito até
O jornaleiro a gritar imparcial
Diário
Olha o Globo
Jornal do povo descobriu outro roubo
E os meninos que vendem derrê sol a cantar
Derrê sol derrê ê ê ê ê ê ê sol
E fruta lá tem: juçara
Abricó e buriti
Tem tanja, mangaba e manga
E a gostosa sapoti
E o caboclo da maioba
Vendendo bacuri
Tinha tanta coisa pra falar
Quando estava fazendo esse baião
Que quase me esqueço de dizer
Que essa terra é tão linda é o Maranhão
Ô Maranha, ô Maranhão.

Vídeo com a voz de Alcione

http://www.youtube.com/watch?v=tkODyKXT6Bw

Vídeo com a voz de Tião Carvalho

http://www.youtube.com/watch?v=ohyTvv_mByQ

Pasta com áudios do João do Vale

http://www.4shared.com/dir/DX21OtO5/JOAO_DO_VALE.html

Artigo

http://www1.an.com.br/1999/fev/01/0ane.htm



Volta ao mundo em 3D – 360°

3D Virtual Tours Volta ao Mundo

AirPano – um projeto sem fins lucrativos, especializada em panoramas esféricos de alta resolução, que são retirados do ar.

Site em russo: http://www.airpano.ru/

Site traduzido pelo google para o português:

http://translate.google.com.br/translate?u=http%3A%2F%2Fwww.airpano.ru%2F&sl=ru&tl=pt&hl=&ie=UTF-8

Rio de Janeiro

http://www.airpano.ru/files/brasil/rio/start_e.html

Foz do Iguaçu

http://www.airpano.net/360Degree-VirtualTour.php?3D=brasil/iguasu

Site em Inglês:

http://www.airpano.net/?set_language=2