Projeto África – Africanidades

Projetos África Brasil

Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)

Criado pelo poeta e professor Eduardo Ferreira de Oliveira, o Hino à Negritude foi oficializado em todo o território nacional graças ao projeto de lei enviado pelo deputado federal Vicentinho, integrante do Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Segundo o representante político, a consagração deste hino tem como objetivo maior reforçar a figura do negro enquanto contribuinte na formação da sociedade brasileira.O processo de composição do hino percorreu uma longa trajetória, que teve seu início na década de 1940. Inicialmente, o professor Eduardo registrou a peça musical como “Hino 13 de maio”, fazendo uma clara referência à mesma data em que a princesa Isabel promoveu o fim da escravidão no Brasil. Contudo, ao longo de vários debates historiográficos, a canção mudou de nome mediante os vários dilemas ainda enfrentados pelos negros após a abolição.

Segundo o projeto de lei que formalizou o reconhecimento do Hino à Negritude, a canção será entoada em todo e qualquer tipo de evento em que a raça negra seja seu foco principal. Além das especificações do seu uso, várias entidades e secretarias envolvidas com a população negra vêm desenvolvendo projetos que facilitem o acesso e a divulgação do novo hino em bibliotecas, escolas, casas de cultura e outros estabelecimentos de ensino.

HINO À NEGRITUDE – (Cântico à Africanidade Brasileira)

Letra e Música de Eduardo de Oliveira
Registrado na antiga Escola Nacional de
Musica da Universidade do Brasil, em 1966 e
Nessa mesma data, foi proposta sua OFICIALIZAÇÃO em todo Território Nacional, pelo então Deputado Federal, Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade Filho

Além de seu valor simbólico e político, o Hino à Negritude consolida mais uma ação de luta contra a questão do preconceito racial. Sob o aspecto pedagógico, a divulgação do hino promove um resgate poético de toda a contribuição que os negros tiveram no desenvolver da nação brasileira. Logo abaixo, segue a letra da canção:

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heroico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.

Por Rainer Sousa/
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Baixe:

http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/participacao_parceria/coordenadorias/negro/downloads/01_musica_1.mp3

Site African Origins: base de dados apresenta informações sobre a localização, etnia e língua de vários povos capturados na África e vendidos no comércio de escravos:

http://www.african-origins.org/pt/

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ÁFRICA – Revista Projetos Escolares
http://picasaweb.google.com/Crisejojo/FRICARevistaProjetosEscolareshttps://picasaweb.google.com/prof.tatiane.gon

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PROJETO ÁFRICA

- ÁFRICA EM ATOS -

DESVENDE ESSE CONTINENTE COM AS CRIANÇAS A PARTIR DE ATIVIDADES LÚDICAS E CULTURALMENTE ENRIQUECEDORAS.

A CULTURA BRASILEIRA NÃO SERIA A MESMA SEM A PARTICIPAÇÃO DOS NEGROS, QUE VIERAM DA ÁFRICA E FORAM ESCRAVIZADOS NA ÉPOCA DO BRASIL COLÔNIA. POR ISSO, TRAZER ELEMENTOS DA CULTURA DESSE CONTINENTE PARA A SALA DE AULA É FUNDAMENTAL A FIM DE QUE AS CRIANÇAS RECONHEÇAM A CONTRIBUIÇÃO AFRICANA PARA O PAÍS.
IDADE: DE 6 A 8 ANOS.

OBJETIVOS: TRABALHAR A LEITURA E A ESCRITA E APRESENTAR AS CARACTERÍSTICAS DA ÁFRICA.

OBRIGATÓRIO

COM A APROVAÇÃO DA LEI N. 10.639, DE 2003, QUE TORNA OBRIGATÓRIO O ESTUDO DA HISTÓRIA E DA CULTURA AFRO-BRASILEIRAS, AS ESCOLAS DEVE INCLUIR A TEMÁTICA EM SEUS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS. VEJA ABAIXO ALGUMAS IDÉIAS PARA DESBRAVAR O CONTINENTE ARICANO ENQUANTO ALFABETIZA SEUS ALUNOS.

O PROJETO

COMO O FOCO É AMPLIAR O REPERTÓRIO DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA E ESCRITA, AS SUGESTÕES VISAM ESTIMULAR A TURMA A EXPANDIR SEUS CONHECIMENTOS, REALIZANDO ATIVIDADES PRAZEROSAS. DEVIDO ÀS CONTRIBUIÇÕES CULTURAIS DA ÁFRICA, ESSE PROJETO ESTÁ ESTRUTURADO COMO UMA GRANDE PEÇA TEATRAL, ENCADEANDO OS ELEMENTOS AFRICANOS E APRESENTANDO SUA RIQUEZA. ABRAM-SE AS CORTINAS!

1º ATO: O CONTINENTE

1. TRAGA PARA SALA UM MAPA DO CONTINENTE AFRICANO E EXPLORE-O, JUNTO COM O GRUPO. DISCUTAM A QUANTIDADE E O TAMANHO DOS PAÍSES, OS MARES E OCEANOS QUE O CIRCUNDAM, ETC.

2. SELECIONE INFORMAÇÕES IMPORTANTES E ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE ELE E APRESENTE À TURMA. VOCÊ ODE RETIRÁ-LAS DO LIVRO AO SUL DA ÁFRICA, DE LAURENCE QUANTIN (COMPANHIA DAS LETRINHAS).

3. ESCOLHA TAMBÉM UM CONTO AFRICANO PARA SER O FIO CONDUTOR DO PROJETO. VOC~E PODE RETIRÁ-LO DOS LIVROS A SEMENTE QUE VIO DA ÁFRICA, DE HELOISA PIRES LIMA (EDITORA SALAMANDRA) OU DE CONTOS AFRICANOS PARA CRIANÇAS BRASILEIRAS E OUTROS CONTOS PARA CRIANÇAS BRASILEIRAS, DE ROGÉRIO ANDRADE BARBOSA (EDITORA PAULISTA). OU, AINDA, CONTAR A HISTÓRIA AS TRANÇAS DE BINTOU, DE SYLVIANE A. DIOUF (EDITORA COSAC & NAIFY). PERGUNTE AOS ALUNOS SE ELES SABEM ALGO MAIS SOBRE O CONTINENTE E ANOTE ESSES DADOS NA LOUSA OU EM UM PAINEL, QUE PODE FICAR EXPOSTO NA SALA DURANTE TODO O PROJETO.

2º ATO: OS ANIMAIS

1. LEVE IMAGENS DE ANIMAIS AFRICANOS E MOSTRE-AS À TURMA.

2. PEÇA PARA FAZEREM UMA LISTA COM O NOME DOS BICHOS.

3. PROPONHA QUE CADA ALUNO ESCOLHA UM DOS ANIMAIS E FAÇA UMA PESQUISA SOBRE ELE, DESTACANDO SUAS CURIOSIDADES.

4. COM AS INFORMAÇÕES PESQUISADAS, ELES DEVEM ELABORAR CARTAZES E EXPÔ-LOS AOS COLEGAS.

3º ATO: O CONTO

1. FAÇA A LEITURA DE OUTRO CONTO AFRICANO E PEÇA PARA AS CRIANÇAS RECONTAREM A HISTÓRIA COLETIVAMENTE ENQUANTO VOCÊ ATUA COMO ESCRIBA.

2. PROPONHA UMA REVISÃO DO TEXTO COLETIVO SUBSTITUINDO O USO EXCESSIVO DE “E”, “AI”, “ENTÃO”, ETC, POR CONECTIVOS MAIS ADEQUADOS À LINGUAGEM ESCRITA.

3. MOSTRE ALGUMAS IMAGENS DO CONTO E EXPLIQUE QUE OS ALUNOS DEVEM ESCREVER O TRECHO QUE ELAS REPRESENTAM.

4. ELABORE CRUZADINHAS COM OS PERSONAGENS DA HISTÓRIA E ENTREGUE-AS PARA AS CRIANÇAS COMPLETÁ-LAS. VOCÊ TAMBÉM PODE COPIAR O CONTO E DEIXAR LACUNAS PARA SEREM PREENCHIDAS COM ALGUMAS PALAVRAS.

5. PARA FINALIZAR, DIVIDA A CLASSE EM DUPLAS E PEÇA PARA REESCREVEREM A HISTÓRIA.
4º ATO: AS BONECAS.

1. LEIA PARA A CLASSE UM TEXTO INFORMATIVO SOBRE AS TRADICIONAIS BONECAS AFRICANAS.

2. PROPONHA OFICINAS PARA A CONFECÇÃO DE ALGUMAS DELAS. ABAIXO, HÁ ALGUMAS SUGESTÕES DE FANTOCHES E DE ROUPINHAS COM ESTAMPAS AFRICANAS QUE PODEM SER CONFECCIONADAS ESPECIALMENTE PARA ELAS.
5º ATO: AS MÁSCARAS E AS ROUPAS.

1. EXPLIQUE QUE A TURMA VAI MONTAR UMA PEÇA TEATRAL SOBRE O CONTO REESCRITO, COM BASE NOS LIVROS SUGERIDOS, PARA O ENCERRAMENTO DO PROJETO.
2. INICIE AS ATIVIDADES COM A APRESENTAÇÃO DE FOTOS DA POPULAÇÃO AFRICANA PARA QUE AS CRIANÇAS OBSERVEM AS VESTIMENTAS E OS ACESSÓRIOS USADAS NO COTIDIANO.

3. PROPONHA A CONFECÇÃO DE “PANOS” (É SÓ REPRODUZIR AS PINTURAS DO PASSO A PASSO ANTERIOR) QUE SERÃO ENROLADOS NO CORPO DAS CRIANÇAS PARA REPRESENTAREM O CONTO. NO CARTAZ COLORIDO, VOC~E ENCONTRA UM ALFABETO COM ESTAMPAS AFRICANAS QUE TAMBÉM PODEM SER REPRODUZIDAS NAS VESTIMENTAS. E, NO CARTAZ DE MOLDE, VOCÊ PODE AMPLIAR AS LETRINHAS PARA QUE AS CRIANÇAS DECOREM-NAS COM NOVAS ESTAMPAS. USE O ABECEDÁRIO PARA ENFEITAR A SALA ENQUANTO DESENVOLVE O PROJETO.

4. ENTREGUE UM TEXTO INFORMATIVO SOBRE AS MÁSCARAS AFRICANAS E LEIAM-NO COLETIVAMENTE.

5. SUGIRA A CONFECÇÃO DE MÁSCARAS AFRICANAS, COMO MOSTRA O QUADRO ABAIXO. PEÇA PARA ESCREVEREM AS INSTRUÇÕES DE COMO FAZÊ-LAS PARA ENTREGAR A UMA OUTRA TURMA E, ASSIM, TRABALHAREM COM AS CARACTERÍSTICAS DOS TEXTOS INSTRUCIONAIS.

6. EM DUPLAS, SOLICITE QUE OS ALUNOS ESCREVAM UMA LISTA DO QUE PRECISAM PARA A ENCENAÇÃO.

7. ELABOREM EM CONJUNTO COMO SERÃO OS CENÁRIOS DA PEÇA, OS ADEREÇOS E AS VESTIMENTAS.

6º ATO: A ARTE

1. MOSTRE À CLASSE OBRAS DE ARTE SOBRE A ÁFRICA.

2. PROPONHA A RELEITURA DE ALGUMAS DESSAS OBRAS COM DESENHOS E REPRESENTAÇÕES.

3. FOTOGRAFE AS RELEITURAS E EXPONHA NO DIA DA APRESENTAÇÃO. PEÇA PARA OS ALUNOS ESCREVEREM LEGENDAS PARA ELAS.

ÚLTIMO ATO; O TEATRO

1. LEIA NOVAMENTE O CONTO QUE SERÁ ENCENADO E INICIE OS ENSAIOS. PARA QUE ENTREM AINDA MAIS NO CLIMA, APRESENTE MÚSICAS INFANTIS POPULARES, COMO AS DO CD AFRICAN PLAYGROUND.

2. SUGIRA A PRODUÇÃO DE UM CONVITE SOBRE A EXPOSIÇÃO E O TEATRO E O ENTREGUE ÁS OUTRAS TURMAS.

3. ORGANIZE, COM OS ALUNOS, COMO OS TRABALHOS REALIZADOS FICARÃO EXPOSTOS.

4. DEPOIS DA APRESENTAÇÃO, PROPONHA A ESCRITA, EM DUPLAS, DE TEXTOS INFORMATIVOS SOBRE O CONHECIMENTO OBTIDO COM O PROJETO. E OS ENTREGUE PARA AS OUTRAS TURMAS. FECHAM-SE AS CORTINAS!

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PROJETO: ÁFRICA ORIGEM DE TODOS NÓS
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http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=4&ved=0CDQQFjAD&url=http%3A%2F%2Fdenorte1.edunet.sp.gov.br%2Fcht%2Fprojetos%2FProf.Gabriel_Sima.doc&ei=YAtYTZ3LNoa8lQe7-4X1Bw&usg=AFQjCNGnrLooXEwRmSCti_otIq3Qrrzuig&sig2=xbY9n4fjpwmo5BMy7M-YoQ

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Projeto Todos de olho na África
Apresente à turma uma visão mais abrangente sobre o continente, que tem outros pólos de desenvolvimento, além da África do Sul

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/pratica-pedagogica/todos-olho-africa-continente-africano-copa-mundo-556078.shtml

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EDUCA A CRIANÇA PARA QUE NÃO PRECISE CASTIGAR O HOMEM

PROJETO AFRICANIDADES

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar!”

Nelson Mandela

JUSTIFICATIVA:

A Lei n.º 10.639/2003 determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares.

OBJETIVOS

Educar para a igualdade étnico-racial, rompendo com estigmas, com linguagens explicitadas ou não de inferioridade de negros(as) e indígenas.

Entendermos que nós educadores, temos a responsabilidade de ampliar e “deslocar” os nossos conhecimentos, superando o velho e inventando o novo.

Garantir que a escola seja um ambiente de igualdade de tratamento e de oportunidades , para isso é necessária a promoção do respeito mútuo, o respeito ao outro, o reconhecimento das diferenças, a possibilidade de falar sobre o preconceito sem medo, receio ou preconceito.

Conhecer a África de ontem e de hoje, a historia do Brasil contada na perspectiva do negro com exemplos na política, na economia,nas artes, na sociedade em geral;

Reafirmar a constante presença da marca africana dos nossos ancestrais na literatura, na música, na criatividade, na forma de viver e de pensar, de andar, de falar e de rir, de rezar de festejar sua vida;

Colaborar para uma crescente valorização da comunidade negra, contribuindo para a elevação da auto estima;

Entender os mecanismos indispensáveis para o conhecimento de um Brasil fortemente marcado pela cultura africana na perspectiva de mudança da mentalidade preconceituosa.

ESTRATEGIAS:

Utilizar de textos, pesquisas, vídeos, músicas, notícias, artes, para desenvolvimento de atividades, principalmente nas disciplinas de língua portuguesa, educação artística, história…

SUGESTÕES DE ATIVIDADES ENSINO FUNDAMENTAL
“Vá em busca do seu povo.
Ame-o
Aprenda com ele
Comece com aquilo que ele sabe
Construa sobre aquilo que ele tem.-” Kwame N’krumah

SUGESTOES DE ATIVIDADES, RECURSOS DIDATICOS E BIBLIOGRAFIA ESPECIFICA
As sugestões que se seguem, também, poderão ser utilizadas nos dois níveis do Ensino Fundamental, desde que sejam enriquecidas, relacionadas, ampliadas e adaptadas à complexidade que caracteriza cada nível.
1. Atividades
1.1. Abordagem da questão racial como conteúdo multidisciplinar durante o ano Letivo

Tema: Identidade (autoconhecimento, relações sociais individuais e diversidade).

Objetivos: Perceber, valorizar semelhanças e diferenças, respeitar as diversidades
Sub tema: Eu, minha família, o lugar onde moro.

* Diálogo com a questão racial:
* Identidade racial em relação à origem étnica da família do/a aluno/a.
* Termo afro-brasileiro buscando a ancestralidade africana da família.
* Identificar tradições familiares e semelhantes àquelas que se relacionam às tradições africanas reinventadas no Brasil, valorizando-as.

Sub tema: semelhanças (organização familiar, lazer, cultura, religiosidade, hábitos alimentares, moradia, alimentação, papéis sociais familiares, gênero, cuidados com a saúde
Diálogo com a questão racial:

Auto estima dos alunos afirmando a positividade das diferenças individuais e de grupos a partir da valorização da história familiar dos(as) alunos(as), das pessoas de sua escola, bairro, comunidade e suas diferenças culturais.

* As famílias pelo mundo através dos tempos e espaços.
* Relações e cuidados com o corpo em diferentes famílias e culturas.
* Resgate de jogos e brincadeiras em tempos e espaços diferenciados.
* Formas de comunicação de diferentes culturas ao longo dos tempos.

1.1.1 Atividades correlatas

As estratégias exemplificadas abaixo poderão ser usadas no sentido de  oferecer oportunidades a todos(as) os(as) alunos(as) para desenvolverem de modo satisfatório suas identidades, desde que não se reforce a hierarquia das diferenças étnico-raciais, de gênero, faixa etária e condição social. É necessário que professores/as e coordenadores/as avaliem e realizem uma adequação dessas atividades da sala ao contexto social das crianças, adolescentes e jovens, para não lhes provocar constrangimentos, e ter cuidado com o senso comum a respeito desses temas.

* Painéis com fotos das crianças da classe usando títulos a exemplo de “Somos todos diferentes, cada um é cada um”, “Quem sou eu, como sou”.
* Confecção de álbuns familiares com fotos ou desenhos, livros de família, exposição de fotos, entrevistas com as pessoas mais velhas, sessão de narração de histórias com os(as) familiares dos(as) alunos(as).
* Feira de cultura da turma com as contribuições culturais que cada família poderá apresentar (exposição de objetos de suas casas, narração de “causos”e de histórias)
* Construção de gráficos e estimativas relativas às diferenças e semelhanças encontradas nas famílias e na comunidade.
* Confecção de um livro da turma com nomes e seus significados;

1.2 – Reconhecimento e valorização das contribuições do povo negro
1.2.1- Influência africana na língua portuguesa
Ainda na perspectiva de reconhecer e valorizar a participação do povo negr na construção da cultura nacional, uma interessante sugestão de atividade, seria por exemplo, o estudo de palavras de origem africana que são comuns em nosso idioma, confeccionando um dicionário contendo esses termos. Este poderá ser um elemento propiciador de um projeto de trabalho com a cultura negra, em que a interdisciplinaridade será a tônica. Por meio delas, poderá se fazer uma reflexão acerca da participação africana na formação cultural brasileira, alcançando a contribuição artística, política e intelectual negra.

1.2.2 Música, literatura e diversidade étnico-racial
a) Trabalho literário fazendo contraposição de formas, textos musicais com o objetivo sobre a dinâmica das relações raciais. Ex.: “Aquarela do Brasil”,de Ari Barroso, apresentando a idéia de um Brasil “lindo e trigueiro”, em   contrapartida ao “Canto das três raças” (Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro/1996) que nos apresenta “os cantos de revolta pelos ares”; “Missa Afro brasileira”, de Carlos Alberto Pinto Fonseca.

b) O recontar de mitos africanos, dando outra visão à criação do mundo, é fundamental para que os(as) alunos(as) possam valorizar o outro em nós, posto que estes mitos fazem parte de nosso comportamento social e individual e, por vezes, não percebemos isso. Esse trabalho literário possibilitará momentos de envolvimento da imaginação e da emoção.

1.2.3 Trajetórias do povo negro no espaço
O entrelaçamento disciplinar da história e da geografia é sempre uma  estratégia positiva. Neste sentido, poderíamos sugerir:
Fazer, quando possível, uma incursão por territórios negros e locais de memória que tenham sido produzidos a partir de uma participação histórica negra (centro da cidade, igrejas, terreiros de religião de matriz africana, bairros da cidade, comunidades, favelas, museus). É necessário planejar e organizar um roteiro, juntamente com os(as) estudantes, de uma trilha urbana, observando os elementos da paisagem; registrar os aspectos observados que exemplifiquem o assunto estudado; utilizar o mapa da cidade para representar a localização dos lugares planejados para a trilha.
As atividades de sistematização poderiam ser: construção de maquetes, desenhos do percurso observado, montagem de murais, álbum de fotos com anotações, produção de textos, tratamento dos dados coletados, gráficos, tabelas. Se houver condições, pode-se usar da linguagem Multimídia para a montagem de um clipe” associando imagens e as anotações/observações/descrições/conclusões relacionadas á trilha realizada.

1.2.4 Arte e matemática
A matemática e a arte poderão atuar juntas em alguns momentos da incorporação da história e da cultura negra no universo escolar, em que os símbolos poderão ser os desencadeadores de um projeto de trabalho no qual a arte africana remeterá aos estudos dos grandes reinos africanos pré-coloniais, como possuidoras e construtoras de culturas , saberes e tradições. A geografia contemplará a localização do continente africano e seus países no mapa-múndi, bem como dos povos ligados a esta cultura. A matemática poderá explorar toda a geometria com suas figuras representadas por meio de símbolos da cultura Adinkra e de outras culturas africanas. Os provérbios africanos contido em cada um dos símbolos são um rico material de trabalho para a área de português. Portanto, a construção de conhecimentos pode se dar por meio da arte e da cultura africana. Os antigos símbolos da arte yorubá poderão ajudar no entendimento e uso de alguns conceitos geométricos, como também para entender o uso das coordenadas geográficas, quando forem usadas para a multiplicação e ampliação de desenhos. Enfim, ajudar no desenvolvimento de conceitos topológicos fundamentais, trabalhando medidas, geometria, etc. Portanto, além de promover maior conhecimento sobre a cultura negra, poderemos usá-la como instrumento na construção de conhecimentos.

* Pesquisar em materiais impressos e na internet os símbolos e culturas Africanos;
* Reprodução dos desenhos usando escala;
* Confecção de estamparia em tecidos (ou papel) usando moldes Vazados;

1.3 Abordagem das situações de diversidade racial e da vida cotidiana   na sala de aula

* Usar charges para analisar criticamente fatos de discriminações e racismos, com os quais os(as) alunos(as) poderão fazer analogia com a sua realidade;
* Promover reflexões sobre a imagem da população negra representada nas novelas das redes de televisão; incentivar debates acerca da legislação atual sobre racismo e as afirmações da atualidade; usar como estratégias de debates o júri simulado a partir de esquetes, expressando situações de racismo, representadas pelos(as) alunos(as);
* Fomentar a formação de grupos de teatro com a proposta de interpretar/encenar textos que reflitam a questão racial, seguidos de discussões sobre o assunto retratado.

1.3.1 Histórico da comunidade
Confeccionar álbuns, livros de contos, ABCs, cordel, privilegiando a história da comunidade, sendo assim um instrumento de valorização dos grupos étnico-raciais e sociais que a compõem. Esta atividade promoverá o fortalecimento de inserção na escrita, ao mesmo tempo em que se valorizará uma dimensão de oralidade, aqui pensada como transmissão de saberes necessários e fundamentais à memória coletiva dos grupos.

1.3.2 A realidade sócio-racial da população negra

O elemento motivador para estimular o projeto de trabalho poderia ser a música (rap, samba ou outras que abordem o tema5); um artigo de jornal; análise de anúncios publicitários. Por meio desses elementos, propiciar reflexões sobre o difícil processo de ocupação do espaço urbano vivenciado pela população negra no período pós-abolição e na atualidade, contextualizando as causas conseqüências dessa ocupação como também as relações estabelecidas.

1.3.3 Arte e cultura negras

* Fazer o levantamento, e análise de obras de artistas negros(as) ou que trabalham com a temática étnico-racial, estudando suas obras e suas biografias.
* Criar um folder sobre artistas negros(as) e suas obras.
* Promover uma pequena exposição de trabalhos dos(as) alunos(as) inspirados nestes artistas.
* Pesquisar alguns dos instrumentos musicais de origem africana, planejar e selecionar materiais alternativos para a confecção deles. Fazer exposição dos instrumentos confeccionados com explicação e história de cada instrumento.
* Promover o trabalho de pesquisa histórica sobre festas e danças regionais,sobretudo aquelas ligadas à cultura negra. Apresentar estas pesquisas para a comunidade.
* Pesquisar sobre a capoeira é um excelente mote para desencadear um estudo sobre a cultura negra. Na pesquisa a respeito da capoeira podemos apreciar e valorizar os momentos em que ela se inscreve no tempo e na história. Fazer um paralelo entre a capoeira e a resistência do povonegro é uma estratégia positiva para incorporar este tema como conteúdo do currículo escolar.
* Trabalhar com mitos africanos, montando representações teatrais e peças com fantoches criados pelos(as) alunos(as).

1.4 Crítica às atitudes e aos materiais etnocêntricos, desconstrução de estereótipos e preconceitos atribuídos ao grupo negro.
Para possibilitar a desconstrução e ressignificação de nações preconceituosas por meio de conhecimento de noções científicas, poderemos lançar mão de variados gêneros musicais com estratégias de sensibilização. De forma lúdica e prazerosa os(as) estudantes serão sensibilizados(as) para a reflexão.

Exemplo para o fundamental II:

* Fazer levantamentos e ouvir, interpretar e debater acerca de músicas que tratem de maneira positiva a pessoa negra, seja criança, adolescente jovem ou adulta, seja feminina ou masculina.
* Promover debates entre grupos da classe sobre as questões levantadas.
* Trabalhar conceitos sobre a identidade individual e aspectos que a influenciam como sexo, idade, grupos sociais, raça e etnia..

1.4.1 Construir coletivamente alternativas pedagógicas com suporte de recursos didáticos adequados

É uma empreitada para a comunidade escolar: direção, supervisão, professores/as, bibliotecários(as), pessoal de apoio, grupos sociais e instituições educacionais.
Algumas ferramentas são essenciais nessa construção: a disponibilização de recursos didáticos adequados, a construção de materiais pedagógicos eficientes, o aumento do acervo de livros da biblioteca sobre a temática étnico-racial, a oferta de variedade de brinquedos contemplando as dimensões pluri étnicas e multiculturais.
Veja alguns exemplos de como você poderá viabilizar o trato pedagógico das questões raciais no ambiente de sua escola:

* Promover momentos de trocas de experiência entre professores/as para efetivação de projetos de trabalhos, atividades e procedimentos de inserção da questão racial.
* Dar voz aos grupos culturais e representativos dos/das estudantes e da comunidade por meio de assembléias periódicas.
* Possibilitar a criação de uma “rádio” pelos estudantes, como também um jornal (periódico e/ou mural) onde esta discussão esteja presente.

2. INDICAÇÃO DE VÍDEOS, FILMES, MÚSICA, JOGOS, OBRAS DE ARTE E HISTÓRIA
2.1 Vídeos, filmes
Poderão ser usados de variadas formas: ilustrando um tema que está sendo estudado; para despertar emoção e/ou sensibilizar, criando motivação para algum assunto; abrindo possibilidades de novas interpretações sobre um mesmo tema e analisando situações. Inúmeras possibilidades de trabalho poderão ser criadas por professores/as e alunos(as), segundo seus interesses e contextos.

* Cobaias 1997.118 minutos. Alfre Woodart (teorias científicas de superioridade racial).
* Kiriku. 1998. 71 min. Michel Ocelot (Visão de uma aldeia africana – Inspirado em contos africanos)
* Narciso, Rap. 2003. 15 min. Jéferson De (São Paulo – Conta a história de dois meninos que encontraram uma lâmpada mágica: o menino negro quer ser branco e rico ,e o menino branco quer cantar rap como os negros).
* O Contador de Histórias, 2000. 50 min. Roberto Carlos. Ed. Leitura (Sugerimopara trabalho “A oportunidade”).
* Sonho americano. 1996. 118 min. David Knoller (Várias histórias – Sugerimos para trabalhar com os alunos do Fundamental a história do menino que desenhou o Cristo negro).
* Tudo aos Domingos. 1998. 05 min. George Tillman (Tradições a Africanas na vida das pessoas).
* Um grito de liberdade. 1987. 157 min. Richard Attenborough (Visão do
* Apartheid na África do Sul. Luta contra o racismo).
* Uma Onda no ar. 2002. 92 min. Helvécio Ratton (Conta a história de Jorge, o idealizador de uma rádio na favela, e a luta, resistência cultural e política contra o racismo e a exclusão social em que a população da favela encontra uma importante arma: a comunicação.
* Vista minha pele. 2003. 50 min. Joelzito Araújo. Ceert (Discriminação racial na vida cotidiana de adolescentes).

Onde encontrar os vídeos: Funarte/Decine – http://www.decine.gov.br; Instituto Itaú Cultural- http://www.videocultura.com.

2.2 Músicas

Canta BRASIL – Alcyr Pires Vermelho

http://www.4shared.com/audio/pyDY3tW3/Gal_Costa_-_Canta_Brasil.htm

http://www.4shared.com/audio/TfxDxR-0/O_GRANDE_ENCONTRO_III_-_04_-_C.htm

http://www.4shared.com/audio/e2Dbu32Z/Severino_Arajo__Orquestra_Taba.htm

http://www.4shared.com/audio/pVcrswCJ/18_Aquarela_do_Brasil___Canta_.htm

Canto das três raças – Clara Nunes

http://www.4shared.com/audio/ql83C6KM/Clara_Nunes_-_Canto_das_trs_ra.htm

http://www.4shared.com/audio/YvSukTVq/Eliana_Printes_Paulo_Cesar_Pin.htm

http://www.4shared.com/audio/pWLkkJ0W/Renato_Braz_-_O_Canto_das_Trs_.htm

Dia de graça – Candeia

http://www.4shared.com/audio/cvwxi4Vb/05_-_Candeia_-_Dia_de_Graa.htm

http://www.4shared.com/audio/fW6d9yUn/Matinho_da_Vila_-_Dia_de_Graa_.htm

http://www.4shared.com/audio/UCzrbval/01_Por_um_Dia_de_Graa_-_Beth_C.htm

Haiti – Caetano Veloso e Gilberto Gil

Kizomba, Festa da Raça – Luiz Carlos da Vila

http://www.4shared.com/audio/Aepa7eIo/Samba_Enredo_-_Unidos_de_Vila_.htm

http://www.4shared.com/audio/af1e66yR/Luiz_Carlos_Da_Vila_-_Kizomba_.htm

Muzenza e Maculelê –Teimosia e Soneca

http://www.4shared.com/audio/6HopCbvv/20090131_-_Teimosia_e_Soneca_-.htm

Maculelê –

http://www.4shared.com/audio/LEYvSIeQ/08_MACULEL.htm

Histórias de escravidão

http://www.4shared.com/audio/zMQ7bIvE/Grupo_Muzenza_-_Cantigas_De_Ro.htm

Lavagem Cerebral – Gabriel, o Pensador

http://www.4shared.com/audio/OdLg0XGC/Gabriel_o_Pensador_-_Lavagem_C.htm

http://www.4shared.com/audio/0QM2_TbF/Gabriel_o_Pensador_-_Lavagem_C.htm

Mão da Limpeza – Gilberto Gil

http://www.4shared.com/audio/UbINYU5Q/A_Mo_Da_Limpeza.htm

http://www.4shared.com/audio/NqDZ6h-8/01_A_MO_DA_LIMPEZA.htm

Milagres do Povo – Caetano Veloso e Gilberto Gil

http://www.4shared.com/audio/N0grklhY/Ricky_Vallen_-_Milagres_do_Pov.htm

http://www.4shared.com/audio/8gQYakMF/Milagres_do_povo_-_Caetano_Vel.htm

http://www.4shared.com/audio/rX6Kr-hF/Daniela_Mercury_e_Dulce_Pontes.htm

Pelo Telefone – Ernesto dos Santos (Donga)

http://www.4shared.com/audio/Deb8dmM_/Donga_-_Pelo_telefone_1917_-_p.htm

http://www.4shared.com/audio/xMndon-p/BEZZERRA_DA_SILVA__MARTINHO_DA.htm

Retrato em Claro e Escuro – Racionais MC’s

Sorriso Negro – Dona Ivone Lara

http://www.4shared.com/audio/ezj3CZ_1/Fundo_de_Quintal_-_Sorriso_Neg.htm

http://www.4shared.com/audio/Kh4mqpAZ/Jovelina_Perola_Negra_-_Sorris.htm

http://www.4shared.com/audio/OU42Rht3/Daniela_Mercury_e_Seu_Jorge_-_.htm

http://www.4shared.com/audio/yNNFkE2D/15_-_Sorriso_Negro_-__Beth_Car.htm

2.3 Poemas

Ashell, Ashell, pra todo mundo, Ashell – Elisa Lucinda.

Identidade – Pedro Bandeira

Mahin Amanhã – Miriam Alves. ,1998.

Quem sou eu? – Luiz Gama

Salve Mulher Negra, Oliveira Silveira. Cadernos Negros Vol. 03. Org. Quilombhoje,

São Paulo: Editora dos Autores, 1980.

Serra da Barriga – Jorge de Lima

Tem gente com fome – Solano Trindade

2.4. Literatura Infanto-Juvenil – Fundamental I e II8
AIBÊ, Bernardo. A ovelha negra . São Paulo: Mercuryo, 2003.

ALMEIDA, Gercilga de. Bruna e a galinha d’angola . Rio de Janeiro: Editora didática

ARAÚJO, Leosino Miranda. Olhos cor da noite Pensamento, 2004

BAGNO, Marcos. Um céu azul para Clementina . Rio de Janeiro: LÊ, 1991.

BARBOSA, Rogério Andrade. Contos Africanos para crianças brasileiras. São Paulo:Paulinas, 2004.

ORIENTAÇÕES E AÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

_________. Como as historias se espalham pelo mundo . São Paulo: DCL, 2002.

_________. Historias africanas para contar e recontar . São P: Editora do Brasil, 2001.

_________. O filho do vento . São Paulo: DCL, 2001.

_________. Duula a mulher canibal – um conto africano. São Paulo: DCL, 1999.

_________. Bichos da África . São Paulo: Melhoramentos, 1987.

BORGES, Geruza Helena & MARQUES, Francisco. Criação. Belo Horizonte-Terra Ed. 1999.

BOULOS JUNIOR, Alfredo.13 de maio- abolição : por que comemorar? S. P,.FTD, 1996.

BRAZ, Júlio Emílio. Pretinha eu? São Paulo: Ática.

CASTANHA, Marilda. Agbalá: um lugar continente. Belo Horizonte: Formato, 2001.

COELHO, Raquel. Berimbau. São Paulo: Ática, 2001.

COOKE, Trish. Tanto tanto . São Paulo: Ática, 1994.

CRUZ, Nelson. Chica e João . Belo Horizonte: Formato, 2000.

DIOUF, Sylviane. As tranças de Bintou. São Paulo: Cosac & Naif, 2004.

EISNER, Will. Sundiata: uma lenda africana – o Leão de Mali. São Paulo: Cia daLetras,2004.

GODOY, Célia. Ana e Ana. São Paulo: DCL, 2003.

KRISNAS; ALEX, Allan. Zumbi . Rio de Janeiro: MarqueSaraiva, 2003.

LAMBLIN, Christian. Samira não quer ir à escola . São Paulo: Ática, 2004.

LIMA, Heloísa Pires. Espelho dourado . São Paulo: Peiropólis, 2003.

____. Historias de preta . São Paulo: Cia das Letrinhas, 1998/2000.

MACEDO, Aroldo & FAUSTINO, Oswaldo. Luana: a menina que viu o Brasil neném. São Paulo; FTD, 2000.

MARTINS, Georgina da Costa. Fica comigo. São Paulo: DCL, 2001.

MIGUEZ, Fátima. Boca fechada não entra mosca . São Paulo: DCL, 2001.

OTERO, Regina & RENNÓ, Regina. Ninguém é igual a ninguém: o lúdico no conhecimento do ser. São Paulo: Editora do Brasil, 1994.

PATERNO, Semiramis. A cor da vida. Belo Horizonte: Lê, 1997.

PEREIRA, Edimilson de Almeida. OS REIZINHOS DO CONGO . São Paulo: Paulinas, 2004.

PEREIRA, Edimilson de Almeida & ROCHA, Rosa M. de Carvalho. Os Comedores DE PALAVRAS . Belo Horizonte: Mazza Edições, 2004.

PRANDI, Reginaldo. Ifá – o adivinho. São Paulo: Cia das Letrinhas, 2003.

______. OS PRINCIPES DO DESTINO : histórias da mitologia afro-brasileira. São Paulo: Cosa & Naif, 2001.

RAMOS, Rossana. NA MINHA ESCOLA TODO MUNDO É IGUAL São Paulo: Cortez, 2004.

ROCHA, Rosa M. de Carvalho & AGOSTINHO, Cristina. Alfabeto Negro. Ilustrado por Ana Raquel. Belo Horizonte: MAZZA Edições, 2001.

ROCHA, Ruth. . .. QUE EUVOU PARA ANGOLA . Rio de Janeiro: José Olympio, 1988. Santos – Joel Rufino GOSTO DE AFRICA 2001. HISTORIA DE LÁE DAQUI Sp. Global 2001

______. Dudu Calunga. São Paulo: Ática, 1996.

UNICEF CRIANÇAS COMO VÊ : uma emocionante celebração da infância. São PauloÁtica, 2004.

ZATZ, Lia. Jogo Duro: era uma vez uma história de negros que passou em branco.Belo Horizonte: Dimensão, 1996.

ZONATTO, Celso. TOINZINHO E A ANEMIA FALCIFORME . São Paulo: Lake. 2002.

PLANO DE AULA:
TEMA: CONHECENDO A CULTURA AFRICANA A PARTIR DO DESENHO ANIMADO “KIRIKU E A FEITICEIRA

OBJETIVOS:

Usar o enredo do filme como unidade de ensino na disciplina de história;

Proporcionar na sala de aula, um ambiente de diálogo cultural, levando os alunos a perceberem diferentes modos de viver de uma tribo africana;

Aprendam a respeitar e a valorizar as diversidades e as relações humanas;

Percebam que existem outros padrões de beleza diferentes das que estamos habituados, a beleza africana;

Trabalhar a auto estima;

Saber que existem outros heróis em outras culturas, além dos que conhecemos;

Conhecer mitos e diversas etnias, de povos que fazem parte da nossa história e da formação do povo brasileiro;

Refletirem que o amor, a verdade, a generosidade, a tolerância aliados à inteligência são capazes de vencer o preconceito e as diferenças entre os seres humanos;

Entendam que muitas vezes compreender e ajudar o outro, em vez de criticá-lo, é a base para solução de muitos problemas que nos impedem vivermos em paz;

PROCEDIMENTOS:

Assistir os filmes: Kiriku e a Feiticeira, Kiriku e os animais selvagens e a rainha sol:

Debate sobre o filme,

Retomada de cenas do filme (conforme a curiosidade ou para esclarecimentos de dúvidas dos alunos);

Solicitar para cada aluno, que expresse suas emoções sobre a historia, através de um desenho e/ou um texto, colocando os pontos/trechos que lhe chamou mais sua atenção;

Trabalhando mapas e o continente africano;

ZUMBI DOS PALMAES
DISCIPLINA: LINGUA PORTUGUESA

TRABALHANDO COM BIOGRAFIA

Biografia: É um gênero literário em que o autor escreve a historia de sua própria vida.

BIOGRAFIA DE ALEIJADINHO

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, hoje Ouro Preto MG, por volta de 1730. Era filho natural de um mestre-de-obras português, Manuel Francisco Lisboa, um dos primeiros a atuar como arquiteto em Minas Gerais, e de uma escrava africana ou mestiça que se chamava Isabel.

A formação profissional e artística do Aleijadinho é atribuída a seus contatos com a atividade do pai e a oficina de um tio, Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. Sua aprendizagem, além disso, terá sido facilitada por eventuais relações com o abridor de cunhos João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, autor de muitas obras em igrejas da região. Na educação formal, nunca cursou senão a escola primária.

O apelido que o celebrizou veio de enfermidade que contraiu por volta de 1777, que o foi aos poucos deformando e cuja exata natureza é objeto de controvérsias. Uns a apontam como sífilis, outros como lepra, outros ainda como tromboangeíte obliterante ou ulceração gangrenosa das mãos e dos pés. De concreto se sabe que ao perder os dedos dos pés ele passou a andar de joelhos, protegendo-os com dispositivos de couro, ou a se fazer carregar. Ao perder os dedos das mãos, passou a esculpir com o cinzel e o martelo amarrados aos punhos pelos ajudantes.

PRODUÇÃO ARTÍSTICA

O Aleijadinho tinha mais de sessenta anos quando, em Congonhas do Campo, realizou suas obras-primas: as estátuas em pedra-sabão dos 12 profetas (1800-1805), no adro da igreja, e as 66 figuras em cedro que compõem os passos da Via Crucis (1796), no espaço do santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

O Santuário do bom Jesus do Matosinhos é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra sabão de 12 profetas: Isaias, Jeremias, Baruque, Ezequiel, Daniel, Oséias, Jonas, Joel, Abdias, Adacuque, Amós e Naum. Cada um desses personagens está numa posição diferente e executa gestos que se coordenam. Com isso, Aleijadinho conseguiu um resultado muito interessante, pois torna muito foret para o obervador a sugestão de que as figuras de pedra estão se movimentando.

Na ladeira que dá de frente para a igreja, compondo o conjunto arquitetônico do Santurário, foram construídas 6 capelas – 3 de cada lado – chamadas de Os Passos da Paixão de Cristo. Em cada uma delas um conjunto de esculturas – estátuas em tamanho natural – narram o momento da paixão de Cristo.

Toda sua extensa obra foi realizada em Minas Gerais e, além desses dois grandes conjuntos, cumpre citar outros trabalhos.

Certamente admirada em seus dias, já que as encomendas, vindas de vários pontos da província, nunca lhe faltaram, a obra do Aleijadinho caiu porém no esquecimento com o tempo, só voltando a despertar certo interesse após a biografia precursora de Rodrigo Bretãs (1858). O estudo atento dessa obra, como ponto culminante do barroco brasileiro, esperou mais tempo ainda para começar a ser feito, na esteira do movimento de valorização das coisas nacionais desencadeado pela Semana de Arte Moderna de 1922.

Antônio Francisco Lisboa, segundo consta, foi progressivamente afetado pela doença e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes. Nos dois últimos anos de vida se viu inteiramente cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu em algum dia de 1814 sobre um estrado em casa de sua nora, na mesma Vila Rica onde nascera.

PRINCIPAIS OBRAS DO ALEIJADINHO

Em Ouro Preto:

· Igreja de São Francisco de Assis (risco geral, risco e esculturas da portada, risco da tribuna do altar-mor e dos altares laterais, esculturas dos púlpitos, do barrete, do retábulo e da capela-mor);

· Igreja de Nossa Senhora do Carmo (modificações no frontispício e projeto original, esculturas da sobreporta e do lavatório da sacristia, da tarja do arco-cruzeiro, altares laterais de são João Batista e de Nossa Senhora da Piedade);

· Igreja das Mercês e Perdões ou Mercês de Baixo (risco da capela-mor, imagens de roca de são Pedro Nolasco e são Raimundo Nonato);

· Igreja São Francisco de Paula (imagem do padroeiro);

· Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias (quatro suportes de essa);

· Igreja de São José (risco da capela-mor, da torre e do retábulo);

· Igreja de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos ou de São Miguel e Almas (estátua de são Miguel Arcanjo e demais esculturas no frontispício);

· Igreja de Nossa Senhora do Rosário (imagem de santa Helena); e as imagens de são Jorge, de Nossa Senhora, de Cristo na coluna e quatro figuras de presépio hoje no Museu da Inconfidência.

Em Congonhas:

· Igreja matriz (risco e escultura da sobreporta, risco do coro, imagem de são Joaquim).

Em Mariana:

· chafariz da Samaritana.

Em Sabará:

· Igreja de Nossa Senhora do Carmo (risco do frontispício, ornatos da porta e da empena, dois púlpitos, dois atlantes do coro, imagens de são Simão Stock e de são João da Cruz).

Em São João del-Rei:

· Igreja de São Francisco de Assis (risco geral, esculturas da portada, risco do retábulo da capela-mor, altares colaterais, imagens de são João Evangelista);

· Igreja de Nossa Senhora do Carmo (risco original frontispício e execução da maioria das esculturas da portada).

Em Tiradentes:

· Matriz de Santo Antônio (risco do frontispício)

AVALIAÇÃO
“Em uma educação em que o sujeito do aprender é o/a educando/a, o momento da avaliação deve ser um espaço de grande importância”. Pois, segundo Ribeiro (2002): ‘A avaliação deve ser um momento de riqueza interior, de retomada, de visualização do que fazer, do como fazer e do para que fazer’. (…)

Por isso, é preciso ver quais sentidos podem ser extraídos do aprendizado. Por que aprendi? Para que aprendi? Qual o significado desta aprendizagem? Os/as estudantes, muito mais do que conhecer algo, necessitam apoderar-se deste conhecimento com vistas a sua vida cotidiana. Se a aprendizagem não for relevante para ele/a, logo será esquecida. Portanto, avaliação não se esgota na conferência do conhecimento adquirido, mas na construção/reconstrução de valores e significados relacionados com a experiência vivida. É em seu contexto de vida que o/a estudante constrói sua aprendizagem. Portanto, é em seu contexto cultural e a partir dele que ocorrem as aprendizagens.

Os/as estudantes trazem consigo conhecimentos e acúmulos que devem ser incorporados no processo de aprendizagem. Este deve basear-se também na vivência cotidiana dos/as estudantes, em suas práticas sociais, religiosas, nas relações étnico-raciais, opções de lazer e vivências socioculturais.

No Brasil, muitos grupos construíram seus referenciais culturais e identitários ao longo da história, em uma imensa gama de processos de aprendizagem formal e informal. (…)Diversas culturas que formam nosso mosaico identitário, que nos dão vida, voz e corpo, têm pouca abordagem na escola.(…)

Manter a cultura viva passa pelo contar nossas histórias e, segundo, Benjamin: “Contar histórias sempre foi a arte de contá-las de novo, e ela se perde quando as histórias não são mais conservadas. Ela se perde porque ninguém mais fia ou tece enquanto houve a história” (Benjamim , 1999, vol. I, p. 205). Para as culturas afro-brasileiras, educar e formar são práticas ancestrais, e não são exclusividade da escola. Entretanto, cabe à escola reconhecer a diversidade de formação da nação brasileira e de seus/suas estudantes. Por isso, é fundamental pensar na memória e na história também a partir das matrizes afro-brasileiras”.

* CARNE DE LINGUA (CONTO AFRICANO)

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

  • Estabelecer diferenças entre o texto verbal e o visual.
  • Transformar um conto em outras manifestações de linguagem.
  • Expressar-se com adequação em relação à linguagem verbal e não verbal.

Duração das atividades

3 aulas de 50 min.

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

  • Conhecimento das linguagens dos quadrinhos, leitura de poesias e análises de charges…

Estratégias e recursos da aula

1º momento:

O professor propõe a turma que, sentada em roda contem a história do Patinho feio, por exemplo. A história será iniciada por um aluno e, numa batida de palma muda-se o narrador. Há no “estouro” algumas orientações.

Os alunos devem, ao começar a narrativa, colocar as mãos sob o corpo e não expressar sentimento algum.

Ao terminar a narrativa em colaboração, alunos falam das dificuldades encontradas tanto em narrar, quanto em escutar os amigos, indicando as possíveis causas.

Ex:

  • a falta de expressão deixou a história pouco atrativa em seu ouvido.
  • foi difícil narrar algo, sem usar as mãos.

A brincadeira tem como objetivo fazer o aluno perceber que ao comunicar-se, não faz uso de apenas uma linguagem, mas de várias como:

  • linguagem gestual.
  • linguagem verbal.
  • linguagem visual.

2º momento:

Ler o conto: Carne de Língua – As narrativas preferidas de um contador de história- Ilas Bressman – Lardy Editora.

Carne de língua

(CONTO AFRICANO)

Há muito tempo, existiu um rei que se apaixonou perdidamente por uma rainha. Depois do casamento, a rainha foi morar no castelo do rei, mas assim que pisou lá, misteriosamente ficou doente.Ninguém sabia o que tinha, ia definhando a cada dia. O rei, que era muito rico e poderoso, mandou chamar os melhores médicos do mundo. Eles a examinaram, mas não encontraram a causa de sua doença.O rei, então, mandou chamar os curandeiros mais famosos do mundo. Fizeram preces, prepararam poções e magias. Também não adiantou nada. A rainha emagrecia diariamente, dali a pouco desaparecia por completo.

O rei, que amava sua esposa tão intensamente, decidiu: – Eu mesmo vou procurar a cura para a doença da minha rainha.

E lá foi ele procurando a cura para sua rainha. Andou por cidades e campos. Num desses campos, avistou uma cabana. Aproximou-se, colocou o rosto perto da janela e viu, lá dentro, um casal de camponeses. O camponês mexia  os lábios e, na frente dele, a camponesa, gordinha e rosadinha, não parava de gargalhar. Os olhos daquela mulher transbordavam de felicidade.

O rei começou a pensar: – O que será que faz essa mulher ser tão feliz assim?

Com essa pergunta na cabeça, o rei respirou fundo e bateu na porta.

- Majestade! O que vossa alteza deseja? – perguntou o camponês um pouco assustado com a presença real na sua frente.

- Quero saber, camponês, o que você faz para sua mulher ser tão feliz e saudável? A minha rainha está morrendo no castelo, toda tristonha.

- Muito simples, majestade. Alimento a minha mulher todos os dias com carne de língua.

O rei pensou que tinha ouvido errado: CARNE DE LÍNGUA! O camponês voltou a repetir:

- Alimento minha esposa diariamente com carne de língua.

A situação era de vida ou morte. O rei, mesmo achando aquilo meio estranho, agradeceu ao camponês e foi correndo para seu castelo. Chegando lá, mandou chamar imediatamente à sua presença o cozinheiro real:

- Cozinheiro, prepare imediatamente um imenso sopão com carne de língua de tudo o que é animal vivente na terra.

- O quê?! Como assim vossa alteza?- perguntou o cozinheiro, com um ponto de interrogação no rosto.

- Você ouviu direito! Carne de língua de todos os animais do reino! Corra, porque a rainha não pode mais esperar.

O cozinheiro foi chamar os caçadores do reino. Depois de algumas horas, já tinha na sua frente língua de cachorro, gato, rato, jacaré, elefante, tigre, girafa, lagartixa, tartaruga, vaca, ovelha, zebra, hopopótamo …

O imenso sopão ficou pronto no meio da noite. O próprio rei foi alimentar a sua rainha com carne de língua. Entrou no quarto e ficou espantado com a aparência de sua amada esposa. Sentou- se ao seu lado, pegou uma colher de sopão e aproximou da boca da rainha. Com muito esforço, ela engoliu algumas colheradas do sopão.

O rei , esperou, esperou e esperou, mas a rainha não melhorava, muito pelo contrário, parecia que a morte a levaria a qualquer momento. Um desespero tomou conta do rei. Se não fizesse algo, a rainha iria embora para sempre.

- Soldado! Soldado! – gritou.

Um imenso homem, com armadura e espada, entrou no quarto.

- Escute bem, soldado. A rainha a rainha tem que ser transferida imediatamente para a casa de um camponês. Lá você encontrará uma mulher gordinha e rosadinha, quero que você a traga até aqui.

O rei explicou ao soldado onde ficava a casa desse camponês. Essa era a única chance, ele imaginava, de a mulher sobreviver. Talvez ele não tivesse entendido direito o que o camponês lhe dissera.

- Corre, corre, soldado! A vida da rainha depende disso!

O soldado pegou a rainha no colo e com a ajuda de outros homens saiu em disparada até a casa do camponês. A troca foi feita e, assim que a camponesa entrou no castelo do rei, ficou doente misteriosamente. Depois de três semanas, a camponesa, que era gordinha e rosadinha, estava magra e triste. O rei, então, decidiu ver como estava a sua rainha.

Chegando na cabana, pôs o rosto na janela e … Não podia ser! A rainha estava gordinha, rosadinha e gargalhava como nunca tinha visto antes. Na frente dela, o camponês não parava de mexer os lábios. O rei bateu à porta:

- Majestade, você novamente aqui. O que vossa alteza deseja?

- Camponês,  o que está acontecendo!? A sua esposa está morrendo no meu castelo e s minha está toda feliz saudável aqui na minha frente.

- Me diga você, alteza, o que você fez?

- Fiz exatamente o que você mandou. Dei carne de língua de cachorro, gato, coelho, girafa…, para minha rainha e para sua esposa também. Mas, camponês, nada adiantou.

- Majestade, você não compreendeu o que eu disse. Eu alimento a sua rainha e minha esposa com carne de língua, que são as histórias contadas pela minha língua.

O rei pensou um pouco sobre aquelas palavras. Lembrou-se também dos lábios do camponês mexendo. Parecia que agora havia entendido. Chamou a sua rainha de volta e devolveu a camponesa para sua casa. Assim que a rainha entrou no castelo, o rei prometeu que lhe daria todas as noites, antes de dormir, carne de língua.

A partir daquele dia, contam os quenianos, o rei contava uma história diferente todas as noites. E os quenianos nos revelaram que nunca mais essa rainha ficou doente. E esse povo africano ainda nos revela mais um segredo: as histórias fazem muito bem para as mulheres, crianças, jovens, homens e até mesmo para os reis.

Dividir a turma em trios, que iluminarão as partes do conto que acharam fundamentais:

Projeto completo em:

http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/banco_objetos_crv/%7B070ED9AF-5B1C-4A55-968F-2128A2AF993C%7D_Apostila_etnicoracial%5B1%5D.pdf

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Projeto de leitura: Gosto de África

http://www.globaleditora.com.br/Upload/PlanoAula/projeto_de_leitura_gosto_de_africa.pdf

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Influências culturais da África

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/influencias-culturais-africa-466969.shtml

Educação Infantil
4 a 6 anos
Prática pedagógica
Sequência Didática

Conteúdo
Natureza e sociedade

Objetivos
Conhecer e vivenciar produções culturais brasileiras com influências africanas.

Conteúdos
- Heranças culturais africanas e brasileiras.
- Música, dança e brincadeiras.

Tempo estimado
Dois meses.

Material necessário
Livros, revistas, imagens, material para registro, CDs com músicas africanas e brasileiras, tecidos, instrumentos musicais e mapas.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente músicas brasileiras de ritmos de origem africana (como o samba e o maracatu) e converse com as crianças sobre elas: já conhecem? Se parecem com algo que já ouviram? Gostam ou não? Por quê? Explique que essas músicas têm origem em um continente chamado África, separado do Brasil pelo oceano Atlântico. Para comparar, escute com o grupo outra música (escolha, agora, uma canção tradicional africana). Questione: ela se parece com a que ouvimos antes? Peça, ainda, que a turma leve livros, fotos e outros registros do continente. Você também deve preparar a mesma pesquisa.

2ª etapa
Explore os materiais trazidos em uma roda de conversa. Foque a discussão nos costumes dos grupos que serão estudados: vestimentas, alimentos, música, dança, brincadeiras etc. Lembre-se de mostrar o globo terrestre para que se aproximem da ideia do que é um continente ou país.

3ª etapa
Forme grupos e sugira que cada um aprofunde a pesquisa em um dos temas levantados. Explique que o objetivo é obter mais informações sobre costumes dos povos africanos e que cada grupo deve mergulhar em um assunto específico, procurando mais informações em livros, internet, vídeos e outras fontes de informação. Peça ainda que reflitam: quais das práticas levantadas também acontecem no Brasil? De que jeito? Como forma de registro, proponha a criação de um painel coletivo para reunir as informações, garantindo que possam ser consultadas por todos sempre que necessário.

4ª etapa
Leve para a sala instrumentos musicais de origem africana, como agogô, caxixi e alfaia e mostre às crianças as maneiras de tocá-los. Apresente também coreografias de danças africanas, como o jongo, para que a turma possa praticar – o uso de DVDs de referência com os principais passos é um bom recurso didático. Lembre-se de que essa etapa, que deve durar alguns dias, exige que você se prepare previamente para conhecer instrumentos e danças.

Avaliação
Para avaliar o aprendizado dos procedimentos de música e dança, observe o desempenho da turma ao longo das atividades, prestando atenção especialmente na evolução, na parte rítmica. Para verificar conteúdos conceituais (como é a África, onde se localiza etc.), avalie a participação da classe nas rodas de conversa e na construção do painel coletivo, procurando perceber se cada criança levanta hipóteses, ouve a contribuição dos outros e registra no mural suas descobertas.

Consultoria: Karina Rizek
Coordenadora de projetos da Escola de Educadores, em São Paulo, SP, e selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10.

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Músicas:

O Rei Leão – Português – 01 Ciclo Da Vida

http://rapidshare.com/files/27038899/01_Ciclo_Da_Vida.mp3

O Rei Leão II – Português – Deixar Brotar

http://rapidshare.com/files/13502673/Deixar_Brotar.mp3.html

09 Ciclo Sem Fim (Circle Of Life) – Edu Lobo

http://rapidshare.com/files/24936753/09_Ciclo_Sem_Fim__Circle_Of_Life__-_Edu_Lobo.mp3

02 Espíritos Ancestrais – Irmão urso

http://www.4shared.com/audio/zh96xJq1/Fef_-_Espritos_Ancestrais__Irm.htm

http://www.4shared.com/audio/gFF5ghnV/Irmo_Urso_-_Espritos_Ancestrai.htm

http://www.4shared.com/audio/zh96xJq1/Fef_-_Espritos_Ancestrais__Irm.htm

12 Região Selvagem do Perigo e da Beleza

http://www.4shared.com/file/78532559/d7d468e9/Irmo_Urso_-_Em_Portugus_-_Por_Bruxalda.html

Senha: helck
OBS.: Álbum completo Irmão Urso – Trilha Sonora em Português

Once Upon A Time In Africa

http://www.4shared.com/audio/1SabP9fz/Madagascar_2-_Once_Upon_A_Time.htm

http://www.4shared.com/audio/FYf4HM9M/Once_Upon_A_Time_In_Africa.htm

17 – Viagem Ao Passado (Thalia)

http://www.4shared.com/audio/GujGACPg/02_-_Viagem_Ao_Passado.htm

http://www.4shared.com/audio/etEsOlf6/17_-_Viagem_Ao_Passado__Thalia.htm

01 Dois mundos

http://www.4shared.com/audio/poOGhF0V/Disney_-_Tarzan_-_Dois_Mundos.htm

http://www.4shared.com/audio/D2QTygbI/22_Ed_Motta_-_Dois_Mundos.htm

Palavra Cantada – África

http://www.4shared.com/audio/ViGaEImM/Palavra_Cantada_-_frica.htm

Maculelê - tipo de dança, bailado, que se exibe na festa de Nossa Senhora da Purificação, na cidade de Santo Amaro, Bahia. Acredita-se ter evoluído do cucumbi (antigo folguedo de negros) até tornar-se um misto de dança e jogo de bastões, chamados grimas, com os quais os participantes desferem e aparam golpes. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões, o que dá um bonito efeito visual as faíscas que saem após cada golpe.

História
Conta-se a história de que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio também.
Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o espaço.
Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.
A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.
Há quem diga que o Maculelê surgiu em Santo Amaro, entre os negros de engenho, numa forma de mostrar a luta dos escravos contra o feitor, daí a dança ter um “mestre” com uma grima maior, que “bate” em todos os demais.
Foi Popó do Maculelê o responsável pela sua divulgação, formando um modesto grupo com seus filhos, netos e outros negros da Rua da Linha, e se apresentava no dia 2 de Fevereiro, na festa da Padroeira de Santo Amaro, Nossa Senhora da Purificação.
Popó era condutor do trólei puxado a burros, no tempo que ainda existia o vapor (linha regular de navios de Santo Amaro a Salvador).

Maculelê [Faixa]

Maculelê

Carolina Soares

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu

E nós viemos das Alagoas
Somos filhos da mata Real
Viva Zumbi nosso Rei negro
No caminho do Canavial

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu…

Você bebeu Jurema
você se embriagou
da flor do mesmo pau
“vosmincê se a levantô”

Corre pro mato
que a batalha começou
é a guerra dos palmares
vamos lutar meu sinhô

Sou eu, Sou eu
Sou eu maculele sou eu…

Baixe:

http://www.4shared.com/audio/5X6OXZO3/09_Maculele.htm

06 • Música de Capoeira – O Negro é Bom – Angola – Mestre Cobra [CD Capoeira 6]

01 • Capoeira Mix (Dj. Adt)
02 • Ed E Cia – Funk Da Bahia (Capoeira’S Berimbau’S Jo Ga Rede By Pinho´S Mix)
03 • Esporte Sangrento – Paranauê [Mix]32377423
04 • Musica De Capoeira- Mestrando Charm – São Bento Proteja Capoeira E A Mim
05 • Musica De Capoeira- Morar Na Bahia- Abada Vol 4
06 • Musica De Capoeira- O Negro É Bom-Angola- Mestre Cobra
07 • Musica De Capoeira-Estrela – Mestre Cobra
08 • Musica De Capoeira-Me Leva Pra Bahia- Boa Voz
09 • Nara Leão – Opinião – 04 – Birimbau (Ritmo Capoeira)
10 • Only The Strong–Paranaue (The Capoeira Song)
11 • Salgueiro 1969 – Zun, Zun, Zun, Zun Zun,Zun, Capoeira Ma Ta Um…Wma
12 • Sensacao- 10 – Capoeira – Domingo No Parque – Ao Vivo
13 • Sensação 10 Capoeira
14 • Show – 04 – Capoeira
15 • Tem Capoeira
16 • Toques Cel – Tecno – Capoeira
17 • Umbanda – Capoeira – Sereia Rainha Do Mar
18 • Umbanda – Marinheiro So Capoeira
19 • Ze Capoeira – 03 – Tabaco Forte
20 • Zé Capoeira – Dor De Dente

Baixe [CD]

http://www.easy-share.com/1905262657/capoeira6-www.cdscompletos.org-.rar

Carolina Soares

MÚSICAS DE CAPOEIRA VOL 1

1. Eu já vivo enjoado
2. A Hora é essa
3. Lei Áurea
4. Às Vezes me chamam de negro
5. Saudades de Bimba
6. Marinheiro Só
7. A Arte de Caribe
8. Paranauê
9. Maculelê
10. Puxada de Rede
11. Samba de Roda
12. Toques de Berimbau

Baixe:

http://www.4shared.com/file/_1iyQOAj/Carolina_Soares_-_Musicas_de_C.htm

Ou

http://www.easy-share.com/1904170983/Carolina

Carolina Soares

MÚSICAS DE CAPOEIRA VOL 2

1. Vai ter brincadeira
2. Chico Parauê
3. Vou cantar pra você
4. Menino não zangue comigo
5. Saudade do Mestre Waldemar
6. Mulher na roda
7. O bom capoeira
8. Lamento do menino
9. Educação do Capoeira
10. Jogo de Angola
11. Capela
12. Paranauê Hip Hop – Remix

Baixe:

http://www.4shared.com/file/__xGnhFY/Carolina_Soares_-_vol_2.htm

ou

http://www.easy-share.com/1904170995/Carolina

Coletânea Maculêlê – CD [Agradecimentos ao BLOG http://osomdacapoeira.blogspot.com/2010/01/exclusivo-coletanea-de-maculele.html]

Baixe:

http://rapidshare.com/files/337291960/colet__nea_maculele-www.osomdacapoeira.blogspot.com.zip


Os Gêmeos do Tambor – Rogério Andrade Barbosa
O povo massai é nômade e guerreiro por natureza. É formado de vários grupos que vivem espalhados na África Oriental, entre o Quênia e a Tanzânia. O autor deste reconto é Rogério Andrade Barbosa, que foi consultor da Unesco na Guiné-Bissau e tem se dedicado a divulgar a cultura africana na sua diversidade e originalidade. Ele agora inicia um novo ciclo em seu trabalho, que inclui a pesquisa de contos africanos de países de colonização inglesa. Esta é a primeira lenda que diz respeito à África Oriental a ser publicada no Brasil. Conta os infortúnios vividos por Kipetete, homem casado com Awoi e Marogo. Graças a vários conflitos, Kipete morre achando que perdera seus filhos, conhecidos como “os gêmeos do tambor”. Mas, como em praticamente todas as culturas, o tempo é sábio e traz a verdade à tona. No transcorrer do livro são apresentados diversos costumes e crenças do povo massai. Em termos de linguagem, a obra também é interessante. O livro mescla diálogos com discurso indireto, bem ao gosto das crianças. Boa indicação para sala de aula, a história pode ser lida oralmente ou recontada pelos alunos. A leitura dirige-se a alunos e professores do ensino fundamental.
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http://www.easy-share.com/1908497169/Os_g_meos_do_tambor.rar.html

African Percussion, Tribal House – MUSICA AFRICANA

http://www.4shared.com/audio/BF3uRDoA/African_PercussionTribal_House.htm

V.A. – Putumayo Presents: South Africa (2010)

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Olhos Coloridos

http://www.4shared.com/audio/vZbrELlu/Fafa_de_Belem_e_Sandra_de_Sa_-.htm

http://www.mundojovem.com.br/datas-comemorativas/consciencia-negra/projeto-consciencia-negra-um-olhar-negro.php

Mv Bill – O Preto em Movimento

http://www.4shared.com/audio/nh_73ACT/Mv_Bill_-_O_Preto_em_Movimento.htm

http://www.4shared.com/audio/vr5a6VM8/05_300_Anos-O_Preto_Em_Movimen.htm

Bibliografia

Sundiata, Uma lenda Africana
Em formato HQ, mais um livrinho para ajudar os professores em seus Projetos de Africanidade!

Para baixar:

http://picasaweb.google.com.br/erikavecci/UmaLendaAfricana?feat=embedwebsite

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História Geral da África – 8 volumes – UNESCO

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Relação de volumes da Coleção História Geral da África:

Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 MB)

Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 MB)

Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 MB)

Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 MB)

Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 MB)

Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 MB)

Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (9.6 MB)

Volume VIII: África desde 1935 (9.9 MB)

História Geral da África – 8 volumes – UNESCO

Tamanho Total: 85mb | Formato: pdf | Distribuído livremente pela UNESCO

DOWNLOAD

http://www.megaupload.com/?f=QHK23MC2

ALGUNS CDS

Abadá Capoeira As Crianças no Mundo da Capoeira vol2

Baixe:

http://www.4shared.com/file/lAxhCsII/Abad___Infantil_Vol_2.html

Shay, shay (Sudáfrica)

AFRICA

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AYELE – (GANA)
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Ayele mido kulo

mido papa ayele

A, a, a,

mido papa ayele

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http://www.4shared.com/file/220081291/95bbfcfe/Ayele.html

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Esta música pertence ao cd “Quanta Música Tem a Música” de
Teca Alencar de Brito (2009)

Obwisana (Ghana- África)

Obwisana sana na, obwisana sa!
Obwisana sana na, obwisana sa!

Tradução (Google)
Oh, vovó, eu machuquei o meu dedo na pedra (rocha)!

http://www.4shared.com/audio/tCKpiwVD/Obwisana.html

Pra brincar, as crianças de Ghana sentam-se em círculos, enquanto cantam ob-wi-sa-na e passam de mão em mão uma pedra, que cada um bate no chão e passa para a próxima criança.

Konono N° 1 – Congotronics (2004)

Konono No. 1 was formed in the 1980s by a group of Bazombo musicians, dancers, and singers from the Democratic Republic of Congo to play traditional likembe (thumb piano) music in the streets. They soon discovered, though, that they needed amplification to be heard and – this is where the story of this album really begins – they took a DIY and utilitarian approach by building their own amplification systems out of junked car parts, magnets, and other flotsam. Once assembled, the system produced a huge hum that Konono No. 1 embraced as part of the sound of the group. At the center of everything were three amped-up thumb pianos tuned to three different registers, and coupled with all manner of pots, pans, whistles, and brake drum snares for percussion and with the vocals blasting through megaphones, all embedded in the huge buzz and hum of the homemade PA system, the group accidentally created a sound that was at once both ancient and traditional and yet eerily akin to experimental 21st century electronica. (…) Part traditional, part African rhumba, part smart avant-garde electronica, Congotronics is the sound of an urban junkyard band simultaneously weaving the past and the future into one amazingly coherent structure, and not only that, you can dance to it. This is the band Tom Waits has been looking for all his life.» (AMG)

download: http://sharebee.com/130b2c04

fonte: http://babeblogue.blogspot.com/

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Cesaria Evora – Cabo Verde (1997)

MP3. 160 Kbps. Afro-Portuguese Sound.

Tracklist:

01 – Tchintchirote
02 – Sabine Larga’m
03 – Partida
04 – Sangre De Beirona
05 – Apocalipse
06 – Mar E Morada De Sodage
07 – Bo E Di Meu Cretcheu
08 – Coragem Irmon
09 – Quem Bo E
10 – Regresso
11 – Zebra
12 – Mae Velha
13 – Pe Di Boi
14 – Ess Pais

http://rapidshare.com/files/149706688/cesvora_caver_Hendoone.rar

By: minerva

Putumayo Presents: Acoustic Africa (2006)

«While the market for African music is heavy with new forms of Afro-pop, synth-driven reggae, and piles of high-energy soukous, there is a movement afoot for music in the more restrained end of the spectrum. Acoustic Africa takes a stab at compiling some of the newer sounds of this movement, à la MTV Unplugged. There are a few names on the album with massive recognition value: Angélique Kidjo presents a song to be released on a future album of her own, Habib Koité has his old hit “Baro,” and Djelimady Tounkara (from the Super Rail Band, among others) contributes a recent piece for the guitar. Moving away from West Africa, South Africa’s old master Vusi Mahlasela contributes a nice work for the guitar as well. Aside from these better-known artists, though, the real joy of this album comes from the unheard of, or at least less heard of. Senegal’s Diogal has a gentle touch on the guitar, as does Madagascar’s Rajery on the valiha (with a mangled hand and a technical style similar to Django Reinhardt’s old playing technique). While Lokua Kanza has had a bit of fame outside of the Congo, Faya Tess is somewhat less known outside of Africa – on this album they combine for an uncharacteristically (for her, at least) somber piece. Laye Sow’s gentle approach to protest music and a pair of works from the Cape Verdean repertoire fill out a relatively diverse set quite well. While North and East Africa, and indeed most of the central and southern portions, are underrepresented, the album covers the acoustic movement well, and touches upon the acoustic tips of more electronically based styles as well. The music is top-notch without exception, and the performers make a nice grab bag of exploration for the intrepid listener.» (AMG)

Dowload: http://sharebee.com/15387e7c

fonte: http://babeblogue.blogspot.com/

Putumayo presents: Women of Africa (2004)

While the African music scene is currently dominated largely by men, there has never been any stigma to speak of against women performing (with the possible exception of some of the North African Islamic nations). The catch is that women tended historically to spend less time playing instruments in favor of other portions of the rituals and work, and stayed primarily within the vocal field as a result. Putumayo is taking advantage of this to combine three of their favourite forms of compilation: African music, women’s music, and vocal music. The range here covers essentially the whole of Africa, with representatives from each of the major areas. South African Judith Sephuma opens the album with a contemporary piece, followed by Benin’s great Angélique Kidjo with something based on Brazilian idioms. Following the Portuguese influence a step further (or closer, as the case may be), Maria de Barros performs a bit of morna from Cape Verde before the album makes a return to South Africa with Sibongile Khumalo. A quick run to the east allows for a nice Malagasy work from Tarika, and a jump north to Cameroon precedes the third South African piece, this time a bit of classic jazz from Dorothy Masuka. Firmly moving away from the South African sphere of influence, a wonderful piece from the often-excluded Comoros is included, preceding Ivorian Dobet Gnahore with a chipper work. A beautiful ballad from Souad Massi’s Island release takes up the North African end, followed by an acoustic guitar-based rhythm from Burundi’s Khadja Nin. Closing the album is a bit of female isicathamiya, courtesy of the Women of Mambazo, led by Joseph Shabalala’s wife prior to her murder. Overall, it’s quite a good album, with nice coverage of the various regions and the use of some underexposed but noteworthy artists. The only possible complaint would be that it’s a bit heavy on South African music.» (AMG)

http://sharebee.com/e0b9712a

fonte: Babe(b)logue

VA – Voices of Africa

Tracklist:
1. Usiko Lwesizulu – Colenso Abafana Benkokhelo
2. Shosholoza – Johannesburg Africa Choir
3. Sefapanong – The New Holy Spirit
4. Nkosi Sikelel I Afrika
5. Khululekani – Abantwana Boxolo
6. Buang Evangeli – Maseru Top Six
7. Inkosi Iyasithethelela – Believers In Christ
8. Ema Otsamae – William Mthethwa
9. Naledi Entle – Soweto ZCC Male Choir
10. Siyomkhonza Ujehova – Eric Mbazimba
11. Thapelo Ea Holy Spirit – Holy Spirits
12. Bayede – Imbongi Ze Nkosi
13. Makadunyiswe – Zoe Gospel 14. Istokvel – Woza Afrika

http://rapidshare.com/files/135379135/Voices_of_Africa.zip.html

Pass: musicmund

Publicado por zarambutano

Music of the Ba-Benzélé-Pygmies

UNESCO COLLECTION
An Anthology of African Music (3)
Bärenreiter-Musicaphon BM 30 L 2303

Recordings, commentary and photographs by Simkha Arom in collaboration with Geneviève Taurelle
Recorded in 1965

01 Hindewhu solo
02 Song of rejoicing after returning from a hunt
03 Nbu, lament
04 Kongo asseka, music for dancing at a wake
05 Song of rejoicing after returning from a hunt
06 Lullaby
07 Lullaby
08 Ngoma, invocatory song before a hunt
09 e Yimba e, song preceding the departure of the hunters
10 Music for entertainment
11 First story: Mbombokwe, the woodpecker
12 Second story: The wondo player
13 Third story: The fruit eater
14 Fourth story: Sokopina (the tree with red fruit)
15 Fifth story: Lenkokodi

http://www.rapidspread.com/file.jsp?id=upqn6blkd4
http://www.rapidspread.com/file.jsp?id=ub3xuqczof

Posted by H. C. Earwicker

African Vibrations. Original African Tribal Music

CD 1 – Zulu
CD 2 – Venda
CD 3 – South Soto
CD 4 – Xhosa / Swazi
320 kbps including full scans:
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http://rapidshare.com/files/164427317/AV.OATM.part6.rar
http://rapidshare.com/files/164431390/AV.OATM.part7.rar
Posted by AmbroseBierce

PASS: musicmund

Various Artists – This Is Africa

Disc 1
1. Africa – Senemali
2. Kenkeba – Kwamena Amissah
3. Lombalya – Soumah Seydouba
4. Farafina Mogobalou – Kemang Kanoute
5. Fetiche – Tabu Ley Rochereau
6. Salia – Africa Soli
7. Diaraby – Diombo Kouyate/Sourakata Koite
8. Jah Loves You – Lorraine Klaasen
9. Ainou Rakhmati – Senemali
10. Fariya – T.P.O.K. Jazz/Josky Kiambukuta
11. Tamba Coumba – Diombo Kouyate/Sourakata Koite
12. Feraba – Africa Soli
13. Mario – Tabu Ley Rochereau
14. Doumdoum Ba – Mohamed Alpha Camara
Disc 2
1. Warale – Senemali
2. Hawa – Kemang Kanoute
3. Bandafeleko – Africa Soli
4. Belalo – Le Maquisard/Ya Ntesa Dalienst
5. Taxaw – Senemali
6. Serrer Serrer – T.P.O.K. Jazz/Josky Kiambukuta
7. Edhiola Diekere – Diombo Kouyate/Sourakata Koite
8. Tunga – Kemang Kanoute
9. Djonol – Sourakata Koite
10. Where To Now – Lorraine Klaasen
11. Baby – T.P.O.K. Jazz/Sourakata Kiambukuta
12. Tounkara – Diombo Kouyate/Sourakata Koite
13. Kudala ndiku Lindile – Lorraine Klaasen
14. Concert De Percussion – Africa Soli
RapidShare
http://rapidshare.com/files/370037965/AfricaVoices1.rar
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BLOGs com filmes com atores e histórias com negros:

1 http://filmesblack.blogspot.com/

2 http://www.sintese.org.br/index.php?/Especiais-consciencia-negra/sugestao-de-filmes-para-trabalhar-na-escola-com-a-tematica-do-negro

3 http://entretenimento.r7.com/cinema/fotos/filmes-que-marcam-a-trajetoria-de-negros-na-telona.html

Contos Africanos – JULIO E DEBORA D´ZAMBE
Universidade Falada
Um audiolivro para dançar, ouvir e se divertir! Sansakroma sem fronteiras… traz uma deliciosa mistura das mais variadas culturas ao redor do mundo. Ao som de violão, flautas e tambores, as histórias ensinam o convívio pacífico e o amor ao próximo. Você poderá se encantar e aprender com uma série de narrativas e músicas influenciadas por lendas indígenas, africanas, cubanas e muito mais. Neste audiolivro: • A Mãe que teve Gêmeos • Sansakroma • Porque os cachorros cheiram o rabo uns dos outros? • Porque o Sol e a lua moram no céu? • Kiudi e a flauta • Porque o cachorro corre atrás do gato? • Ianka a menina do colar de contas • Nebenze o tocador de flauta • Como as histórias se espalharam pelo mundo? • Kowadise • Omana o menino príncipe • Pitam e a estrela cadente • A vingança do galo • Nizua e o arco-íris • Aixa – deusa da vida • Porque as galinhas ciscam no terreiro? • Baobá, A árvore da África • Um conto • Um dia na floresta

Contos, Mitos e Lendas da África – Audiolivro

O Pacote de Água.
História contada pela Vanessa e pela Nataly, alunas da 5ªC.
Son-eib, o filho da chuva.
História contada por Giovana e Sthephanie da 5ªB.
A origem do mundo dos iorubás.
História contada por Jonathas e Matheus da 5ªA.

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Este post foi publicado a domingo, fevereiro 13th, 2011 no 18:17 e categorizado em Sem categoria. Pode seguir os comentários deste post através do seu feed RSS 2.0. Você pode ir até o fim e deixar uma resposta. Pings não estão sendo aceitos.

43 Respostas

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